Milton Alves Júnior
Contrários à proposta de reforma da previdência estadual, orquestrada pelo Governo de Sergipe, e prestes a ser encaminhado para apreciação dos deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), trabalhadores de 12 categorias seguem intensificando o calendário de luta a fim de pressionar o governador Belivaldo Chagas (PSD) a não proceder com a tramitação da reforma que, conforme avaliação técnica realizada pelos trabalhadores, retira direitos historicamente conquistados pelas classes. As mobilizações, que também estão direcionadas aos 24 deputados estaduais, ocorrem desde a última sexta-feira, 13, e segue por tempo indeterminado.
Na tarde de ontem a direção regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT/Sergipe) se reuniu para definir os encaminhamentos operacionais da ação democrática para os últimos dias de 2019. Na manhã de hoje a mobilização terá início às 6h30 com panfletagem em frente à sede do Ipes Saúde e na região central de Aracaju; à tarde haverá nova rodado de distribuição de panfletos à população, os quais apresentam parte das perdas que a reforma deve aplicar sobretudo ao servidor público. Amanhã será a vez dos trabalhadores voltarem a ocupar as galerias da Alese em ato de vigília, e buscar se reunir com parlamentares e assessores de vários partidos políticos, inclusive, aqueles que se mostraram amplamente contrários à reforma da previdência aplicada pelo Governo Federal.
Votação – A votação do primeiro turno da reforma da Previdência estadual está prevista para ser realizada nesta quinta-feira. O segundo turno ocorre no próximo dia 26
Durante uma mobilização unificada realizada na sexta-feira da semana passada, a direção da CUT, em parceria com a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), e da CSP Conlutas, alegou que é inaceitável partidos políticos se mostrarem amplamente contrários às mudanças impostas pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, e, em Sergipe, por ser aliado do governador Belivaldo Chagas, minimizar as críticas. Essas intervenções democráticas recebem, por exemplo, o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), SINASEFE, SINDIFISCO, SINDIJUS, SINDIMARKETING, SINDIMINA, SINDIPEMA, SINDIPETRO, SINDISCOSE, SINDUSCOM, SENGE, ANDES, bancários e dos enfermeiros.
A expectativa por parte dos manifestantes é que, caso o governo não desista de encaminhar o projeto, os deputados optem por rejeitar em votação. Possuindo uma relação ‘arranhada’ com o poder executivo estadual, a CUT foca nos deputados. "Costumamos dizer que não adianta o deputado federal criticar o presidente Jair Bolsonaro por apresentar uma reforma que atinge, e muito, o cidadão brasileiro, e chegar aqui, junto aos deputados estaduais da mesma sigla partidária e amenizar o governador Belivaldo Chagas. Ser lobo contra o pior presidente da história, e ser ovelha com esse governo lamentável de Belivaldo é contraditório. A nossa luta está unificada e precisamos do apoio de todos os sergipanos e deputados", destacou Roberto Silva, presidente da sigla.
Nova ocupação – Presente no cronograma de atos públicos, de forma semelhante a ocupação dessa quinta-feira (19), uma nova vigília será realizada novamente na sede da Assembleia Legislativa de Sergipe no dia 26. Em novembro o Governo do Estado de Sergipe informou que esse posicionamento apresentado pela direção da CUT tratava-se de um ato ‘politico’. "A impressão que passa agora é que a luta da classe trabalhadora é partidária, eleitoreira, da mesma forma que age (o presidente Jair) Bolsonaro. Isso não é verdade. A nossa luta é por garantia dos nossos direitos que Belivaldo Chagas deseja retirar assim como fez Bolsonaro", concluiu Roberto Silva. Até a tarde de ontem o projeto criticado pelos trabalhadores não havia sido encaminhado à Alese.
Milton Alves Júnior
Contrários à proposta de reforma da previ- dência estadual, orquestrada pelo Governo de Sergipe, e prestes a ser encaminhado para apreciação dos deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), trabalhadores de 12 categorias seguem intensificando o calendário de luta a fim de pressionar o governador Belivaldo Chagas (PSD) a não proceder com a tramitação da reforma que, conforme avaliação técnica realizada pelos trabalhadores, retira direitos historicamente conquistados pelas classes. As mobilizações, que também estão direcionadas aos 24 deputados estaduais, ocorrem desde a última sexta-feira, 13, e segue por tempo indeterminado.
Na tarde de ontem a direção regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT/Sergipe) se reuniu para definir os encaminhamentos operacionais da ação democrática para os últimos dias de 2019. Na manhã de hoje a mobilização terá início às 6h30 com panfletagem em frente à sede do Ipes Saúde e na região central de Aracaju; à tarde haverá nova rodado de distribuição de panfletos à população, os quais apresentam parte das perdas que a reforma deve aplicar sobretudo ao servidor público. Amanhã será a vez dos trabalhadores voltarem a ocupar as galerias da Alese em ato de vigília, e buscar se reunir com parlamentares e assessores de vários partidos políticos, inclusive, aqueles que se mostraram amplamente contrários à reforma da previdência aplicada pelo Governo Federal.
Votação – A votação do primeiro turno da reforma da Previdência estadual está prevista para ser realizada nesta quinta-feira. O segundo turno ocorre no próximo dia 26
Durante uma mobilização unificada realizada na sexta-feira da semana passada, a direção da CUT, em parceria com a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), e da CSP Conlutas, alegou que é inaceitável partidos políticos se mostrarem amplamente contrários às mudanças impostas pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, e, em Sergipe, por ser aliado do governador Belivaldo Chagas, minimizar as críticas. Essas intervenções democráticas recebem, por exemplo, o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), SINASEFE, SINDIFISCO, SINDIJUS, SINDIMARKETING, SINDIMINA, SINDIPEMA, SINDIPETRO, SINDISCOSE, SINDUSCOM, SENGE, ANDES, bancários e dos enfermeiros.
A expectativa por parte dos manifestantes é que, caso o governo não desista de encaminhar o projeto, os deputados optem por rejeitar em votação. Possuindo uma relação ‘arranhada’ com o poder executivo estadual, a CUT foca nos deputados. "Costumamos dizer que não adianta o deputado federal criticar o presidente Jair Bolsonaro por apresentar uma reforma que atinge, e muito, o cidadão brasileiro, e chegar aqui, junto aos deputados estaduais da mesma sigla partidária e amenizar o governador Belivaldo Chagas. Ser lobo contra o pior presidente da história, e ser ovelha com esse governo lamentável de Belivaldo é contraditório. A nossa luta está unificada e precisamos do apoio de todos os sergipanos e deputados", destacou Roberto Silva, presidente da sigla.
Nova ocupação – Presente no cronograma de atos públicos, de forma semelhante a ocupação dessa quinta-feira (19), uma nova vigília será realizada novamente na sede da Assembleia Legislativa de Sergipe no dia 26. Em novembro o Governo do Estado de Sergipe informou que esse posicionamento apresentado pela direção da CUT tratava-se de um ato ‘politico’. "A impressão que passa agora é que a luta da classe trabalhadora é partidária, eleitoreira, da mesma forma que age (o presidente Jair) Bolsonaro. Isso não é verdade. A nossa luta é por garantia dos nossos direitos que Belivaldo Chagas deseja retirar assim como fez Bolsonaro", concluiu Roberto Silva. Até a tarde de ontem o projeto criticado pelos trabalhadores não havia sido encaminhado à Alese.

