Milton Alves Júnior
Faltando ainda oito dias para a chegada da nova década, o estado de Sergipe já acumula mais de 200 mortes vítimas diretas de acidente de trânsito. Esses dados colhidos junto ao Instituto Médico Legal (IML), com a co-participação da Polícia Militar, mostram que somente entre os dias 1° de janeiro e o último domingo, 16 de dezembro, 202 pessoas perderam a vida na menor unidade federativa do país. Na quarta-feira a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), oficializou que esse número chegou a 209; na tarde de ontem já passava dos 210. Apesar das campanhas educativas, bem como de o governo intensificar as penalidades contra aqueles que buscam desrespeitar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a tentativa de driblar o que impõe a popular Lei Seca segue liderando o ranking dos principais motivos dessas ocorrências.
Dados da Segurança Pública indicam que exames de toxicologia identificaram que desse total, 113 estavam sob efeito de álcool, ou seja, 56% das amostras analisadas pelos peritos do Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF) tinham ingerido doses de álcool suficiente para provocar um acidente. Por se deparar com a permanente insistência em descumprimento do que rege a Lei 11.705 – aprovada inicialmente em 2008 pelo então presidente da república Luís Inácio Lula da Silva -, desde novembro de 2016, dirigir sob influência de álcool, conforme artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é uma infração gravíssima punida com suspensão do direito de dirigir por até doze meses e multa de R$2.934,70. A mesma multa é aplicada ao condutor que se nega a se submeter aos testes.
Para tentar mudar essa realidade, em especial nas rodovias estaduais e federais onde ocorrem o maior índice de fatalidades, o Governo do Estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Segurança Pública, tem trabalhado para intensificar as vistorias e minimizar os riscos de ações inconstitucionais. Além dos carros de passeio, a meta é abordar ônibus que realizam o transporte coletivo intermunicipal, caminhões e vans, além de motocicletas e veículos como quadriciclos, carrocinhas e demais peças acopladas.
De acordo com o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTRan), o receio por parte das corporações envolvidas no trânsito está direcionado às comemorações de final de ano, quando costuma ser elevado o índice de acidentes e registros oficiais indicando flagrantes com condutores alcoolizados.


