Polícia vai chamar beneficiados por golpe no Detran

 

Gabriel Damásio
Cerca de 350 pessoas 
físicas e empresas 
devem ser convocadas nos próximos dias para prestar depoimento à Polícia Civil. Elas são apontadas como possíveis beneficiados por um esquema de fraudes descoberto em outubro do ano passado, quando a Polícia Militar prendeu Cristiano Luiz de Oliveira Monteiro, investigado e denunciado como suspeito de fraudar serviços do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/SE). 
A informação foi confirmada pelo delegado Everton Santos, da 1ª Delegacia Metropolitana (1ª DM), que chefia a investigação do caso. Eles foram identificados a partir dos relatórios encaminhados por administradoras dos cartões de crédito usados para fazer o pagamento dos serviços e taxas da autarquia. A convocação dos usuários começou ontem e representa uma segunda etapa da investigação. 
Cristiano foi preso em 4 de outubro e liberado no dia seguinte, com imposição de tornozeleira eletrônica, respondendo ao inquérito em liberdade. Sua prisão aconteceu depois que a diretoria do órgão identificou pagamentos de licenciamentos e serviços com cartões bancários. Na ocasião, ele confessou o crime. De acordo com Everton, esses licenciamentos eram pagos com cartões possivelmente clonados ou com dados violados, sendo posteriormente oferecidos aos usuários, muitas vezes por até um terço do valor regulamentado. Estima-se que o prejuízo causado ao Detran e às administradoras pode ser maior que R$ 500 mil. 
O delegado confirmou que estes licenciamentos e documentos pagos através desta fraude serão cancelados, e continuarão em aberto até que os verdadeiros usuários paguem regularmente os respectivos valores. Já os titulares dos cartões identificados serão chamados para esclarecer se tinham conhecimento das fraudes ou também foram vítimas de algum golpe, bem como identificar se há outros envolvidos no esquema criminoso. Caso se comprove que algum dos usuários esteja envolvido na fraude, ele poderá ser denunciado pelo Ministério Público. 
A polícia confirma ainda que Cristiano Luiz é egresso do sistema prisional, tendo sido preso em 2016, durante a ‘Operação Alethéia’, que resultou na prisão de uma associação criminosa responsável de envolvimento com práticas ilícitas de constituição de empresas privadas a partir de documentos falsificados. O acusado estava em liberdade condicional desde maio do ano passado e foi indiciado nesse novo inquérito. 

Gabriel Damásio

Cerca de 350 pessoas  físicas e empresas  devem ser convocadas nos próximos dias para prestar depoimento à Polícia Civil. Elas são apontadas como possíveis beneficiados por um esquema de fraudes descoberto em outubro do ano passado, quando a Polícia Militar prendeu Cristiano Luiz de Oliveira Monteiro, investigado e denunciado como suspeito de fraudar serviços do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/SE). 
A informação foi confirmada pelo delegado Everton Santos, da 1ª Delegacia Metropolitana (1ª DM), que chefia a investigação do caso. Eles foram identificados a partir dos relatórios encaminhados por administradoras dos cartões de crédito usados para fazer o pagamento dos serviços e taxas da autarquia. A convocação dos usuários começou ontem e representa uma segunda etapa da investigação. 
Cristiano foi preso em 4 de outubro e liberado no dia seguinte, com imposição de tornozeleira eletrônica, respondendo ao inquérito em liberdade. Sua prisão aconteceu depois que a diretoria do órgão identificou pagamentos de licenciamentos e serviços com cartões bancários. Na ocasião, ele confessou o crime. De acordo com Everton, esses licenciamentos eram pagos com cartões possivelmente clonados ou com dados violados, sendo posteriormente oferecidos aos usuários, muitas vezes por até um terço do valor regulamentado. Estima-se que o prejuízo causado ao Detran e às administradoras pode ser maior que R$ 500 mil. 
O delegado confirmou que estes licenciamentos e documentos pagos através desta fraude serão cancelados, e continuarão em aberto até que os verdadeiros usuários paguem regularmente os respectivos valores. Já os titulares dos cartões identificados serão chamados para esclarecer se tinham conhecimento das fraudes ou também foram vítimas de algum golpe, bem como identificar se há outros envolvidos no esquema criminoso. Caso se comprove que algum dos usuários esteja envolvido na fraude, ele poderá ser denunciado pelo Ministério Público. 
A polícia confirma ainda que Cristiano Luiz é egresso do sistema prisional, tendo sido preso em 2016, durante a ‘Operação Alethéia’, que resultou na prisão de uma associação criminosa responsável de envolvimento com práticas ilícitas de constituição de empresas privadas a partir de documentos falsificados. O acusado estava em liberdade condicional desde maio do ano passado e foi indiciado nesse novo inquérito. 

 

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