Turista francês é preso após ofensas racistas em hotel

 

O turista francês Jean Humbert Villardi foi preso na tarde de ontem pela Polícia Militar, acusado de fazer ofensas racistas contra uma funcionária e o proprietário de um hostel na Atalaia (zona sul de Aracaju). Ele se desentendeu com as vítimas na hora de renovar a hospedagem no local e, durante a discussão, se referiu a elas como "macacos" e "burros". Ao tentar sair do hotel, Villardi foi detido em uma rua próxima por soldados do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) e levado em seguida ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), no Centro. 
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o incidente aconteceu quando o francês foi à recepção do hostel e pediu para renovar a estadia, mas foi avisado de que não havia mais quartos disponíveis, que todos já estavam reservados e que o tempo de permanência dele no local tinha acabado. O homem insistiu e a funcionária reforçou a situação, acrescentando que já tinha avisado da falta de quartos, através de mensagens por telefone, e-mail e aplicativo de Whatsapp. Com a negativa, Villardi ficou muito exaltado, começou a gritar com a atendente e iniciou com ela uma discussão muito ríspida. 
A polícia afirma que o francês, de pele branca, em meio à discussão com a funcionária, começou a ofendê-la e referir-se agressivamente à cor da pele dela, autodeclarada como parda. "Você não sabe ler. Você é burra e não sabe interpretar. Você não deveria estar aqui, e sim limpando o quarto". Abalada, a mulher decidiu chamar o dono do hostel e ouviu do suspeito outra ofensa: "A macaca vai chamar o macaco maior". Os outros funcionários e outros hóspedes que assistiram à confusão saíram em defesa da vítima, passaram a confrontar Villardi e chamaram a PM. Ele chegou a tentar sair do hostel para fugir, mas acabou alcançado e levado ao DAGV. 
Após prestar depoimento à delegada Meire Mansuet, da Delegacia de Crimes de Homofobia, Racismo e Intolerância (Dachri), o francês pagou uma fiança de R$ 1 mil e foi liberado, no entanto, ele foi autuado pelo crime de injúria racial e vai responder a um inquérito policial instaurado para apurar as ofensas contra a funcionária e o proprietário. O turista foi acompanhado por uma advogada e negou ter agido de forma racista contra as vítimas. O JORNAL DO DIA pediu um posicionamento sobre o caso à Embaixada da França em Brasília (DF), mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição.  (Gabriel Damásio)

O turista francês Jean Humbert Villardi foi preso na tarde de ontem pela Polícia Militar, acusado de fazer ofensas racistas contra uma funcionária e o proprietário de um hostel na Atalaia (zona sul de Aracaju). Ele se desentendeu com as vítimas na hora de renovar a hospedagem no local e, durante a discussão, se referiu a elas como "macacos" e "burros". Ao tentar sair do hotel, Villardi foi detido em uma rua próxima por soldados do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) e levado em seguida ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), no Centro. 
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o incidente aconteceu quando o francês foi à recepção do hostel e pediu para renovar a estadia, mas foi avisado de que não havia mais quartos disponíveis, que todos já estavam reservados e que o tempo de permanência dele no local tinha acabado. O homem insistiu e a funcionária reforçou a situação, acrescentando que já tinha avisado da falta de quartos, através de mensagens por telefone, e-mail e aplicativo de Whatsapp. Com a negativa, Villardi ficou muito exaltado, começou a gritar com a atendente e iniciou com ela uma discussão muito ríspida. 
A polícia afirma que o francês, de pele branca, em meio à discussão com a funcionária, começou a ofendê-la e referir-se agressivamente à cor da pele dela, autodeclarada como parda. "Você não sabe ler. Você é burra e não sabe interpretar. Você não deveria estar aqui, e sim limpando o quarto". Abalada, a mulher decidiu chamar o dono do hostel e ouviu do suspeito outra ofensa: "A macaca vai chamar o macaco maior". Os outros funcionários e outros hóspedes que assistiram à confusão saíram em defesa da vítima, passaram a confrontar Villardi e chamaram a PM. Ele chegou a tentar sair do hostel para fugir, mas acabou alcançado e levado ao DAGV. 
Após prestar depoimento à delegada Meire Mansuet, da Delegacia de Crimes de Homofobia, Racismo e Intolerância (Dachri), o francês pagou uma fiança de R$ 1 mil e foi liberado, no entanto, ele foi autuado pelo crime de injúria racial e vai responder a um inquérito policial instaurado para apurar as ofensas contra a funcionária e o proprietário. O turista foi acompanhado por uma advogada e negou ter agido de forma racista contra as vítimas. O JORNAL DO DIA pediu um posicionamento sobre o caso à Embaixada da França em Brasília (DF), mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição.  (Gabriel Damásio)

 

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