A Orla de Atalaia já está sob a responsabilidade da Prefeitura de Aracaju. Ontem, a cessão dos 12,75 quilômetros pleiteados pela gestão Edvaldo Nogueira foi publicada no Diário Oficial da União. Para fazer sentido, no entanto, as transformações na paisagem precisam ser logo percebidas.
A expectativa é positiva. O esforço do prefeito Edvaldo Nogueira, no sentido de alçar a capital sergipana à condição de exemplo de organização e inteligência urbana tem agora um desafio à altura. Embora seja reconhecida como uma das mais belas orlas do País, a sua manutenção é também das mais dispendiosas.
A Orla de Atalaia é o principal cartão postal de Aracaju. Nem por isso vem sendo bem tratada. As fontes coloridas fora de operação, os alambrados das quadras rasgados, para citar dois exemplos à vista de qualquer um, dão ao espaço um ar de abandono incompatível com a sua importância para o turismo em todo o estado.
É na Orla de Atalaia que se encontra a maior parte dos hotéis e pousadas de Aracaju. Ali também funcionam boa parte dos restaurantes e bares da cidade. Nada mais natural, portanto, do que o aparelho público receber ali um cuidado especial, traduzido em limpeza e toda a organização necessária.
Negligenciar a Orla de Atalaia é passar um recibo do descaso com os turistas que visitam a capital sergipana. Os visitantes de Aracaju não merecem a falta de atenção do poder público. A população local, cerca de 700 mil cidadãos, muito menos.

