Gabriel Damásio
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc) confir mou a suspensão temporária de todas as visitas de familiares aos detentos de todo o sistema penitenciário do estado. A portaria com a medida foi baixada na terça-feira, como desdobramento do decreto estadual de emergência contra a epidemia mundial de Covid-19. Com isso, ficam suspensas as visitas familiares, íntimas, religiosas e dos próprios advogados, salvo em casos excepcionais, que devem ser analisados individualmente pela Sejuc. Os familiares dos presos serão orientados a deixar as roupas, alimentos e outros objetos permitidos, chamados de "mensagens", diretamente na entrada de cada presídio, de onde os agentes vão inspecionar e repassá-los aos detentos.
Na mesma regra, ficou decidida a suspensão de todas as saídas temporárias dos presos para audiências, consultas e tratamentos que não sejam considerados essenciais. O ingresso de novos presos no sistema será feito exclusivamente pelo Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria (zona sul de Aracaju), considerado de segurança máxima. Todos os presos em flagrante ou com prisão preventiva serão encaminhados à unidade e passarão pela avaliação de uma junta médica, antes de serem mandados para os outros presídios."Se apresentarem sintomas da doença, já ficarão em isolamento. Caso contrário, deverão ser transferidos para outras unidades prisionais para que outros presos também possam entrar pela unidade", esclarece o secretário de Justiça, Cristiano Barreto.
Foi determinado também o aumento do tempo diário de banho-de-sol para os mais de 5.400 presos do sistema. Eles também serão atendidos e observados por equipes da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Foram adquiridos e repassados ainda kits de proteção individual para funcionários e servidores das unidades prisionais, que serão orientados a reforçar os cuidados com a saúde e a higiene. O objetivo das medidas, de acordo com Cristiano, é evitar a disseminação do vírus no sistema penitenciário do Estado.
Cristiano destacou ainda que as orientações foram passadas pela Vigilância Epidemiológica de Sergipe. "Certamente pelo fato de um número maior de pessoas aglomerada poderia ter um maior número de contaminados. o objetivo da restrição de contato no sistema prisional é justamente impedir ou retardar o máximo possível o contágio dessas pessoas dentro do sistema. A orientação da Vigilância Epidemiológica do estado é no sentido de que, se houver sinais clínicos dentro das unidades prisionais, o interno seja isolado em uma enfermaria para que o quadro dele seja monitorado, assim como qualquer cidadão", ressaltou.

