A crise deflagrada pelo covid-19 é séria, com repercussão na saúde da população e tam- bém na produção de bens e consumo. Mundo afora, governos de todos os matizes ideológicos enfrentam as implicações da pandemia com programas de renda mínima, capazes de manter a economia minimamente aquecida e ainda amparar os mais vulneráveis. No Brasil, ao contrário, a vida dos trabalhadores não vale nem um tostão furado.
O governo de Sergipe deve autorizar a retomada de serviços não essenciais a partir desta semana, mesmo com os casos de contágio por coronavírus em franco crescimento. Há quem aponte a ampliação do número de leitos de UTI na rede pública estadual como razão para a boa vontade com o empresariado. Se o bicho pegar, contudo, vai faltar vaga para tantos enfermos.
O distanciamento social é apontado por pesquisadores como a medida mais efetiva no combate ao covid-19. Neste mês de junho, o Brasil inicia os testes de uma potencial vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido. Ao todo, 2.000 brasileiros participarão dos testes. Mas esta é uma esperança ainda distante. Na melhor das hipóteses, a cura vai demorar para chegar.
É por isso que, dia a dia, renova-se aqui um alerta: O desconforto crescente provocado pela quarentena, mais sensível à medida em que o tempo passa, não suplanta a necessidade do isolamento.
O governador parece determinado a reabrir a economia. A retomada econômica no atual contexto é temerária. Quem puder deve permanecer em casa.

