O Brasil atingiu na tarde de ontem a marca de 1.032.913 casos confirmados de covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Uma marca triste. São mais de um milhão de motivos para os brasileiros tomarem todo o cuidado do mundo. A gravidade da pandemia é inversamente proporcional à atenção dispensada pelo governo federal para lidar com o problema.
Ministério da Saúde apontou ontem que o Brasil está "a caminho da estabilização" de casos e óbitos provocados pelo coronavírus. Em entrevista coletiva no Planalto, o secretário de Vigilância da Pasta, Arnaldo Correia, exibiu números das semanas epidemiológicas recentes que mostram o país perto do "platô" na curva de contaminações.
Infelizmente, a aposta do ministério carece de evidência científica, não passa de uma mentira deslavada. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 150 mil novos casos do novo coronavírus foram reportados ontem. A América Latina, em geral, e o Brasil, em particular, ainda preocupam.
Os números não mentem. O Brasil multiplicou por cinco o seu total de mortes por Covid-19 no intervalo de apenas um mês. Última terça-feira, o país passou a marca de 30 mil óbitos. Outra marca trágica atingida pelo país foi ter passado a Itália e ter se tornado o segundo país no mundo com mais mortos pela Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos. Em número de casos, o Brasil também está em segundo lugar como mostra um painel global da universidade Johns Hopkins.
Resta provado, não há razão para o otimismo do Ministério da Saúde.

