Já está no ar a nova canção do disco Olorum, o terceiro álbum solo de inéditas da carreira que Mateus Aleluia lança aos 76 anos de idade. É o single ‘NgangaNjila’, com participação da cantora moçambicana radicada no Brasil LennaBahule no vocal e banda, formada por Mateus Aleluia (voz, violão e atabaque), Sérgio Machado (bateria), Zé Nigro (baixo), Mauricio Fleury e Lello Bezerra (guitarra), Victória dos Santos e Lilian Rocha (coro). Para ouvir, acessar a página do Sesc Digital . Nos demais players de streaming a música estará disponível a partir desta quarta, 8 de julho.
O álbum completo chega no Sesc Digital no próximo dia 24 e nas demais plataformas digitais de streaming no dia 29 de julho. Com um repertório de 12 faixas inéditas, este registro musical marca também o reencontro de Mateus Aleluia com João Donato. Lançado pelo Selo Sesc, o disco tem produção musical de Ronaldo Evangelista.
Olorum é uma divindade, é o além do céu. Na mitologia Yorubá e em algumas religiões de matriz africana, é o ser supremo responsável pela existência da humanidade e dos orixás. É o criador de tudo e de todos.
A cidade de Cachoeira, a qual fica no Recôncavo Baiano, é a região oriunda do grupo Os Tincoãs. Formado por Dadinho, Heraldo e Erivaldo, entre o fim da década de 1950 e o início de 1960, o trio vocal dedicava-se ao bolero e às sonoridades da época. Com a saída de Erivaldo e a chegada de Mateus Aleluia, o conjunto ganhou projeção nacional ao integrar a ancestralidade, os cantos áfricos de identidade cultural da Bahia à música popular brasileira. Em 1983, ao desenvolver um trabalho de pesquisa cultural ao governo de Angola, o compositor baiano deixa o país. Ao retornar em 2002, dedica-se em lançar discos solos: Cinco Sentidos (2010) e Fogueira Doce (2017).
Agora, com 76 anos de vida e mais de meio século dedicado à música afro-barroca, dedica-se às pesquisas e filosofias africanas, aos sons de terreiro e às células rítmicas e melódicas do candomblé.


