Candidatas a PatrimônioMundial, fortalezas em Santa Catarina são foco de pesquisa

 

Candidatas a Patrimônio
Mundial, fortalezas em Santa Catarina são foco de pesquisa
Testemunhos do histórico esforço para a ocupação, defesa e integração do território nacional, duas fortalezas de Santa Catarina integram o conjunto das 19 fortificações brasileiras candidatas a Patrimônio Mundial. Com o objetivo de conhecer melhor o perfil de visitação das Fortalezas de Santo Antônio de Ratones e de Santa Cruz de Anhatomirim, está aberta uma pesquisa para buscar a contribuição direta da sociedade. 
 A iniciativa é do Comitê Técnico conduz o processo de candidatura em âmbito estadual, coordenado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Santa Catarina (Iphan-SC). A ideia é explorar os usos adequados para os bens e atrativos que gerem qualificação aos espaços, sustentabilidade financeira e aumento no fluxo de visitantes. De acordo com o Iphan a ação é muito importante, uma vez que a conservação, manutenção e integridade dos bens é condição indispensável para a boa gestão e requisito da Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura (Unesco) para o reconhecimento como patrimônio mundial.
Tombadas pelo Iphan desde 1938, as Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e de Santo Antônio de Ratones possuem arquiteturas monumentais e começaram a ser construídas em 1739 e 1740, respectivamente, sob o comando do primeiro governador da Capitania de Santa Catarina, o engenheiro e militar José da Silva Paes. Eram parte de um sistema projetado para defender a sede da Capitania contra as investidas estrangeiras Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones foram construídas em ilhas menores ajudando a formar um triângulo de fortes que protegia a entrada da Baía Norte, completado pelo Forte de São José da Ponta Grossa, que foi construído na própria Ilha de Santa Catarina. 
 As duas fortificações são compostas por diversas edificações que serviam aos diferentes usos da logística militar: lá estão baterias de canhões em terraplenos, quartel da tropa, casa do comandante, portada, paiol da pólvora, entre outras. A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, a maior de todo o sistema defensivo, era o principal vértice deste triângulo e teve muitos usos, mesmo após o período colonial: serviu também como hospital, albergue, presídio e chegou a ser local de fuzilamento de revoltosos durante o governo de Floriano Peixoto.

Testemunhos do histórico esforço para a ocupação, defesa e integração do território nacional, duas fortalezas de Santa Catarina integram o conjunto das 19 fortificações brasileiras candidatas a Patrimônio Mundial. Com o objetivo de conhecer melhor o perfil de visitação das Fortalezas de Santo Antônio de Ratones e de Santa Cruz de Anhatomirim, está aberta uma pesquisa para buscar a contribuição direta da sociedade. 
 A iniciativa é do Comitê Técnico conduz o processo de candidatura em âmbito estadual, coordenado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Santa Catarina (Iphan-SC). A ideia é explorar os usos adequados para os bens e atrativos que gerem qualificação aos espaços, sustentabilidade financeira e aumento no fluxo de visitantes. De acordo com o Iphan a ação é muito importante, uma vez que a conservação, manutenção e integridade dos bens é condição indispensável para a boa gestão e requisito da Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura (Unesco) para o reconhecimento como patrimônio mundial.
Tombadas pelo Iphan desde 1938, as Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e de Santo Antônio de Ratones possuem arquiteturas monumentais e começaram a ser construídas em 1739 e 1740, respectivamente, sob o comando do primeiro governador da Capitania de Santa Catarina, o engenheiro e militar José da Silva Paes. Eram parte de um sistema projetado para defender a sede da Capitania contra as investidas estrangeiras Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones foram construídas em ilhas menores ajudando a formar um triângulo de fortes que protegia a entrada da Baía Norte, completado pelo Forte de São José da Ponta Grossa, que foi construído na própria Ilha de Santa Catarina. 
 As duas fortificações são compostas por diversas edificações que serviam aos diferentes usos da logística militar: lá estão baterias de canhões em terraplenos, quartel da tropa, casa do comandante, portada, paiol da pólvora, entre outras. A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, a maior de todo o sistema defensivo, era o principal vértice deste triângulo e teve muitos usos, mesmo após o período colonial: serviu também como hospital, albergue, presídio e chegou a ser local de fuzilamento de revoltosos durante o governo de Floriano Peixoto.

 

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