Ivan Reis estrela live solidária

 

Cria dos Festivais, 
cantor dos mais afi
nados, instrumentista de mãos cheias, o estanciano Ivan Reis é a grande atração deste domingo, na live solidária do projeto Pequenas Notas Pela Música. 
A live tem o objetivo de arrecadar contribuições espontâneas para profissionais da cultura sergipana que estão sem fonte de renda durante a pandemia. A transmissão acontecerá no instagram @pequenasnotaspelamusica e também no YouTube do perfil Ensaio Secreto, a partir das 17 horas.
Em uma hora de show virtual, Ivan Reis desfia o repertório que o consagrou nos festivais de música sergipanos, além das composições registradas no álbum autoral ‘Alma de carbono’ (2018), cujo lançamento foi precedido por grande expectativa.
Ali, os quinze anos da trajetória iniciada no Sescanção ganham o status de documento. ‘Lobo do mar’ é ainda o ponto alto de um repertório fragilizado pelo lirismo pedestre. Mas se as letras procuram as rimas mais fáceis, os arranjos brilham. Cercado por instrumentistas tão competentes quanto ele mesmo, Ivan Reis não economiza nos timbres. A forma e a inflexão apelam ao gosto médio. Mas nas entrelinhas, por assim dizer, adivinha-se o toque do gênio.
Não se trata de um disco para músicos, longe disso. Entretanto, embora soe como um pop de novela, radiofônico, com letras edulcoradas, ‘Alma de carbono’ também guarda boas surpresas nas passagens instrumentais. E talvez seja a essa espécie de costura entre as faixas que dê unidade ao disco, como o próprio Ivan prometeu, quando lançou a campanha de financiamento coletivo. 
"Eu passei muito tempo pensando o que seria esse disco, se eu deveria gravar só músicas novas e esquecer as mais antigas, ou se deveria gravar as mais antigas, mas que nunca fizeram parte de nenhum disco (pois este é o primeiro), e acabei fazendo um mix das duas coisas. Tentei encontrar porém um conceito que as agrupasse mesmo minimamente, e isso me fez cortar algumas músicas que o meu pequeno público esperava no disco. É a vida".
Para efeitos de comparação, é possível afirmar que Ivan Reis procura caminhos já percorridos por John Mayer. A música de um e de outro possuem as mesmas virtudes, além de resvalar em pecados parecidos. Os dois encarnam o mesmo dilema. Cantores excelentes, guitarristas de mãos cheias, eles tiveram a manha de conter o próprio pendor para o virtuosismo, em favor das canções. O público os aplaude e agradece.

Cria dos Festivais,  cantor dos mais afi nados, instrumentista de mãos cheias, o estanciano Ivan Reis é a grande atração deste domingo, na live solidária do projeto Pequenas Notas Pela Música. 
A live tem o objetivo de arrecadar contribuições espontâneas para profissionais da cultura sergipana que estão sem fonte de renda durante a pandemia. A transmissão acontecerá no instagram @pequenasnotaspelamusica e também no YouTube do perfil Ensaio Secreto, a partir das 17 horas.
Em uma hora de show virtual, Ivan Reis desfia o repertório que o consagrou nos festivais de música sergipanos, além das composições registradas no álbum autoral ‘Alma de carbono’ (2018), cujo lançamento foi precedido por grande expectativa.
Ali, os quinze anos da trajetória iniciada no Sescanção ganham o status de documento. ‘Lobo do mar’ é ainda o ponto alto de um repertório fragilizado pelo lirismo pedestre. Mas se as letras procuram as rimas mais fáceis, os arranjos brilham. Cercado por instrumentistas tão competentes quanto ele mesmo, Ivan Reis não economiza nos timbres. A forma e a inflexão apelam ao gosto médio. Mas nas entrelinhas, por assim dizer, adivinha-se o toque do gênio.
Não se trata de um disco para músicos, longe disso. Entretanto, embora soe como um pop de novela, radiofônico, com letras edulcoradas, ‘Alma de carbono’ também guarda boas surpresas nas passagens instrumentais. E talvez seja a essa espécie de costura entre as faixas que dê unidade ao disco, como o próprio Ivan prometeu, quando lançou a campanha de financiamento coletivo. 
"Eu passei muito tempo pensando o que seria esse disco, se eu deveria gravar só músicas novas e esquecer as mais antigas, ou se deveria gravar as mais antigas, mas que nunca fizeram parte de nenhum disco (pois este é o primeiro), e acabei fazendo um mix das duas coisas. Tentei encontrar porém um conceito que as agrupasse mesmo minimamente, e isso me fez cortar algumas músicas que o meu pequeno público esperava no disco. É a vida".
Para efeitos de comparação, é possível afirmar que Ivan Reis procura caminhos já percorridos por John Mayer. A música de um e de outro possuem as mesmas virtudes, além de resvalar em pecados parecidos. Os dois encarnam o mesmo dilema. Cantores excelentes, guitarristas de mãos cheias, eles tiveram a manha de conter o próprio pendor para o virtuosismo, em favor das canções. O público os aplaude e agradece.

 

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