Na luta por valorização da mão de obra regional, no início da manhã de ontem dezenas de pessoas se reuniram na entrada principal da Proquigel, empresa que arrendou a antiga Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobrás (Fafen), localizada no povoado Pedra Branca, município de Laranjeiras. De acordo com os manifestantes, ao longo das últimas semanas a empresa tem buscado convidar trabalhadores dos estados da Bahia, Alagoas e Pernambuco com o argumento que, no estado de Sergipe, não possuem profissionais gabaritados para assumir os postos de emprego ainda em aberto. O grupo garante que essa alegação não procede com a verdade, bem como permanecem aguardando por reunião extraordinária com a empresa.
Por telefone, o representante da classe trabalhadora, Bruno Andrade, informou que o setor patronal optou por enviar um representante da Proquigel para dialogar pessoalmente com os manifestantes; este assessor deixou o estado de São Paulo no dia de ontem para cumprir o diálogo. Desde a primeira quinzena do mês de agosto deste ano, o grupo do setor petroquímico Unigel, vem recebendo currículos de forma não presencial em decorrência da pandemia provocada pelo coronavírus. Sobre o início das atividades funcionais, a empresa destacou que a previsão é de que as unidades sejam reativadas a partir do próximo mês de janeiro. A expectativa é de que a reabertura da fábrica gere cerca de 1500 empregos nas duas unidades, sendo 750 em Sergipe, e mais 750 na Bahia.
"Infelizmente temos observado que a empresa está prestes a operacionalizar os serviços em nosso estado, mas está convidando pessoas de outros para trabalhar aqui. Já apresentamos várias vezes a nossa indignação com essa situação, e a resposta que estamos recebendo é que aqui não temos profissionais com a qualificação necessária para tal atuação trabalhista. Uma inverdade que, além de menosprezar o profissional sergipano, permanece deixando centenas de famílias sem ocupação", lamentou Bruno Andrade. Sobre a vinda de um representante do grupo para Sergipe, o representante destacou: "a esperança é que ele venha com a notícia que a empresa irá atender aos nossos pedidos; se for pra falar a mesma coisa, com o mesmo discurso mentiroso, já anunciamos que atos que nem esses irão permanecer".

