Sergipe fecha atividades não-essenciais à noite e no fim de semana

 

Gabriel Damásio
"Não teve carnaval de rua, mas teve carnaval de casa, de sítio, de chácara…". Foi como o governador Belivaldo Chagas resumiu o motivo da disparada nos casos de coronavírus, que levou o governo do estado a mais uma medida de restrição para tentar reduzir as aglomerações de pessoas. O novo decreto, definido ontem em reunião do Comitê Técnico-Científico de Atividades Científicas (Ctcae), determinou o fechamento das atividades consideradas não-essenciais, incluindo shoppings, bares e restaurantes, no período entre 22h e 5h do dia seguinte, durante os dias úteis. Já aos finais de semana, a proibição para funcionar começa às 18h de sexta-feira e só termina às 5h da segunda-feira seguinte. 
As novas regras começam a valer hoje e vão até 21 de março, em todas as cidades do Estado e será fiscalizada pelas equipes que já compõem a Força-Tarefa de Combate à Covid-19. O toque de recolher, que é a proibição de circulação de pessoas à noite, está descartado até o momento, com exceção do município de Canindé do São Francisco, onde a Prefeitura local já baixou a medida. 
De acordo com o decreto, os estabelecimentos comerciais e de serviços deverão encerrar as suas atividades em até 30 minutos antes do período estipulado, para a garantir que os funcionários e colaboradores sigam para suas residências. Os bares e restaurantes só poderão funcionar com serviço de entrega a domicílio (delivery) ou pegue-e-leve (takeaway), tanto à noite quanto nos fins de semana. 
Já as atividades consideradas essenciais, em especial as lojas de conveniência, não podem vender bebidas alcoólicas e nem permitir aglomeração de pessoas durante período de restrição noturna. As outras atividades não essenciais e especiais, incluindo shoppings centers, galerias e centros empresariais, não poderão funcionar nos dias 06 e 07, 13 e 14 deste mês.
As repartições públicas estaduais, em seus serviços não-essenciais, vão funcionar em meio expediente, das 7h às 13h, com exceção das áreas de saúde e segurança. Também de acordo com o decreto, todas as atividades (essenciais, não essenciais e especiais) deverão observar a limitação máxima de ocupação de 50% do local do estabelecimento, cabendo aos dirigentes estabelecer regras e rotinas de rodízio, para evitar aglomerações.
Também no período de hoje até o dia 21, está proibida a realização de quaisquer eventos que impliquem em aglomeração de pessoas, em ambientes públicos ou privados de uso comum, a exemplo de ruas, avenidas, praias, praças, parques, clubes sociais, centros recreativos e culturais, teatros, auditórios, hotéis, bares, restaurantes e similares, inclusive os eventualmente já autorizados. A proibição dos eventos independe do número de participantes e engloba eventos desportivos coletivos, cerimônias de casamento, aniversários, formaturas, reuniões colegiadas, congressos, seminários, vaquejadas, eventos recreativos, circos e aulas coletivas de dança e ginástica.
Aumento de casos – Na entrevista coletiva, Belivaldo citou o crescimento acelerado dos casos de contaminações, internações e mortes provocadas pelo coronavírus, que vêm aumentando nas últimas semanas em Sergipe e em praticamente todo o país. O Estado ainda tem ocupação considerada baixa nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), com taxa geral em torno de 58%, mas os leitos reservados nos hospitais privados estão perto do colapso, com taxas de 96,5% nas UTIs e 94,4% em enfermarias.
"Constatamos um aumento no número de casos de quase 46%, aumento na média de óbitos e, também, tivemos um aumento considerável em internações. No que diz respeito à rede pública, a gente pode até dizer que a alteração não foi tão considerável, mas com relação à rede privada houve uma explosão na ocupação de leitos de UTI e enfermaria. Porém se o cidadão que tem plano de saúde procurar o hospital credenciado e não tiver vaga, o sistema SUS vai ter que estar de porta aberta, porque ele não pode rejeitar paciente. E aí a gente vai ter como receber esse pessoal? O fato é que todos nós, tanto a rede pública quanto a rede privada, estamos com dificuldades para abrir mais leitos, em virtude da falta de profissionais", desabafou o governador.
Belivaldo também rebateu a críticas, principalmente de setores do empresariado, sobre as novas medidas restritivas, afirmando que elas são necessárias para conter um crescimento ainda maior da doença. "Não é toque de recolher e nem lockdown, são medidas restritivas. A vida continua normal de segunda a sexta-feira, apenas diminuímos a capacidade de ocupação e aos finais de semana haverá mais restrição para evitar aglomeração. Essas medidas são essenciais, neste momento para evitar um colapso na rede de saúde. São apenas dois finais de semana de sacrifício, não é o fim do mundo", concluiu. 

Gabriel Damásio

"Não teve carnaval de rua, mas teve carnaval de casa, de sítio, de chácara…". Foi como o governador Belivaldo Chagas resumiu o motivo da disparada nos casos de coronavírus, que levou o governo do estado a mais uma medida de restrição para tentar reduzir as aglomerações de pessoas. O novo decreto, definido ontem em reunião do Comitê Técnico-Científico de Atividades Científicas (Ctcae), determinou o fechamento das atividades consideradas não-essenciais, incluindo shoppings, bares e restaurantes, no período entre 22h e 5h do dia seguinte, durante os dias úteis. Já aos finais de semana, a proibição para funcionar começa às 18h de sexta-feira e só termina às 5h da segunda-feira seguinte. 
As novas regras começam a valer hoje e vão até 21 de março, em todas as cidades do Estado e será fiscalizada pelas equipes que já compõem a Força-Tarefa de Combate à Covid-19. O toque de recolher, que é a proibição de circulação de pessoas à noite, está descartado até o momento, com exceção do município de Canindé do São Francisco, onde a Prefeitura local já baixou a medida. 
De acordo com o decreto, os estabelecimentos comerciais e de serviços deverão encerrar as suas atividades em até 30 minutos antes do período estipulado, para a garantir que os funcionários e colaboradores sigam para suas residências. Os bares e restaurantes só poderão funcionar com serviço de entrega a domicílio (delivery) ou pegue-e-leve (takeaway), tanto à noite quanto nos fins de semana. 
Já as atividades consideradas essenciais, em especial as lojas de conveniência, não podem vender bebidas alcoólicas e nem permitir aglomeração de pessoas durante período de restrição noturna. As outras atividades não essenciais e especiais, incluindo shoppings centers, galerias e centros empresariais, não poderão funcionar nos dias 06 e 07, 13 e 14 deste mês.
As repartições públicas estaduais, em seus serviços não-essenciais, vão funcionar em meio expediente, das 7h às 13h, com exceção das áreas de saúde e segurança. Também de acordo com o decreto, todas as atividades (essenciais, não essenciais e especiais) deverão observar a limitação máxima de ocupação de 50% do local do estabelecimento, cabendo aos dirigentes estabelecer regras e rotinas de rodízio, para evitar aglomerações.
Também no período de hoje até o dia 21, está proibida a realização de quaisquer eventos que impliquem em aglomeração de pessoas, em ambientes públicos ou privados de uso comum, a exemplo de ruas, avenidas, praias, praças, parques, clubes sociais, centros recreativos e culturais, teatros, auditórios, hotéis, bares, restaurantes e similares, inclusive os eventualmente já autorizados. A proibição dos eventos independe do número de participantes e engloba eventos desportivos coletivos, cerimônias de casamento, aniversários, formaturas, reuniões colegiadas, congressos, seminários, vaquejadas, eventos recreativos, circos e aulas coletivas de dança e ginástica.

Aumento de casos – Na entrevista coletiva, Belivaldo citou o crescimento acelerado dos casos de contaminações, internações e mortes provocadas pelo coronavírus, que vêm aumentando nas últimas semanas em Sergipe e em praticamente todo o país. O Estado ainda tem ocupação considerada baixa nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), com taxa geral em torno de 58%, mas os leitos reservados nos hospitais privados estão perto do colapso, com taxas de 96,5% nas UTIs e 94,4% em enfermarias.
"Constatamos um aumento no número de casos de quase 46%, aumento na média de óbitos e, também, tivemos um aumento considerável em internações. No que diz respeito à rede pública, a gente pode até dizer que a alteração não foi tão considerável, mas com relação à rede privada houve uma explosão na ocupação de leitos de UTI e enfermaria. Porém se o cidadão que tem plano de saúde procurar o hospital credenciado e não tiver vaga, o sistema SUS vai ter que estar de porta aberta, porque ele não pode rejeitar paciente. E aí a gente vai ter como receber esse pessoal? O fato é que todos nós, tanto a rede pública quanto a rede privada, estamos com dificuldades para abrir mais leitos, em virtude da falta de profissionais", desabafou o governador.
Belivaldo também rebateu a críticas, principalmente de setores do empresariado, sobre as novas medidas restritivas, afirmando que elas são necessárias para conter um crescimento ainda maior da doença. "Não é toque de recolher e nem lockdown, são medidas restritivas. A vida continua normal de segunda a sexta-feira, apenas diminuímos a capacidade de ocupação e aos finais de semana haverá mais restrição para evitar aglomeração. Essas medidas são essenciais, neste momento para evitar um colapso na rede de saúde. São apenas dois finais de semana de sacrifício, não é o fim do mundo", concluiu. 

 

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