Jazz, rock e Nordeste

 

Na liberdade artística do 
jazz, uma inventiva mú
sica instrumental nordestina e de matriz africana aparece forte em ‘Formiga Preta’, novo álbum do guitarrista, compositor e produtor Igor Gnomo. Terceiro da carreira desse baiano de Paulo Afonso, o disco reforça a identidade jazz-rock-nordeste do músico, com sonoridade própria, cria de um artista de personalidade e talento. 
O trabalho foi um dos selecionados pelo Prêmio das Artes Jorge Portugal 2020 – Premiação Aldir Blanc, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e chega esta sexta-feira a todas as plataformas de streaming pelo Selo Digital Ruffo. Além do disco, o projeto ainda contempla um mini-documentário e o clipe da faixa ‘Cura’. 
Rico em polirritmia e sincopado como um bom jazz tradicional, ‘Formiga Preta’ flerta também com o jazz mais moderno, mais pop, sem deixar de ser orgânico. Totalmente autorais, as dez faixas foram compiladas em três blocos temáticos que se utilizam das raízes e influências distintas para transitar com propriedade por estilos como rock, baião, maracatu, ritmos africanos, além do jazz fusion e acid jazz. Ao todo são cerca de 45 minutos de contrastes, riffs e viradas de um quarteto formado por guitarra, baixo, percussão e bateria, afinado com a simbiose de jazz e música brasileira. 
Deu tão certo que ‘Formiga Preta’ foi o projeto que recebeu a maior nota entre os selecionados no edital da Funceb. "A princípio, a minha ideia era deixar uma coisa bem reta, bem rock, mas mudei o percurso desde que comecei a compor para o disco em 2018. Já vinha tocando em ‘jam session’ e preparando um show que seria lançado em 2020. A pandemia deu tempo para repensar esse conceito de música instrumental nordestina. Estou muito feliz com o resultado", comemora Igor Gnomo. 
Embora distintas, as faixas têm unidade, o DNA da guitarra de Igor Gnomo, como uma assinatura nada óbvia, que marca sem precisar de extravagâncias. É uma mistura eclética que funciona e deixa claro se tratar de uma obra só. 
"As primeiras são mais ácidas, depois dá uma caída para no fim voltar para cima. Quis manter a unidade do trabalho no timbre. E tem muito de minhas influências ali, de Gilberto Gil a Chico Science, Hermeto Pascoal a Red Hot Chilli Peppers, como também Mike Stern, por exemplo. Tem um direcionamento, mas tem também a improvisação". 
O disco foi produzido durante o isolamento imposto pela pandemia da Covid-19, tem mixagem e masterização de Orlando Botelho e destaca as participações do trio que faz a base com a percussão de Gildo Madeira, o baixo de André Jumper e a bateria de Thiago Reuel, que também assina a direção musical. 
Destaque ainda para as participações especiais dos músicos Derico Sciotti (da banda do programa de Jô Soares), que toca sax e flauta na faixa ‘A la Stern’; Italo Neno, teclados em ‘Toil Land’; Marcelo Fonseca (violino), em ‘Bolo de Milho’; Vivian Nascimento (coro) e Renam Mendes (acordeão), em ‘Forró do Seu Todynho’; Michael Pipoquinha (baixo), em ‘Cura’ e Suzi Mariana (voz), em ‘Ao Comandante’. 
"A ideia também é produzir um show para circular, assim que puder. Fazer uma apresentação que seja para o teatro, mas que possa também encaixar em locais abertos e não seja voltado ‘de músico pra músico’, descolar de música instrumental feita só para músicos. Pode rotular como um trabalho pop, porque quero é mostrar o lado "mete dança" do nordeste", brinca. 
Carreira – Natural da cidade de Paulo Afonso, o guitarrista Igor Gnomo apresenta um trabalho autoral instrumental com influências do jazz, rock em simbiose com elementos da música nordestina (baião, samba de chula, maracatu) fortalecendo a representatividade da música instrumental produzida no interior do estado. 
Em 2011, com o então Igor Gnomo Group, lançou o primeiro trabalho autoral ‘NorDestino’, que foi destaque em revistas especializadas como GuitarPlayer e GuitarLoad. Em 2014 surge o segundo trabalho, ‘Alquimia, Trilhos, Poesia’, que gerou a circulação do grupo em importantes festivais, onde dividiu apresentações com nomes como Armandinho Macedo, Stanley Jordan, Gabriel o Pensador e Luciano Magno, a exemplo do Garanhuns Jazz Festival (Garanhuns-PE), Feira Noise (Feira de SantanaBA), Expomusic (São Paulo-SP), Macuca Jazz e Improviso (Correntes-PE), Mangaba instrumental (Aracaju-SE), Bond Jazz Festival (Paulo Afonso-BA), 788 (Serrinha-BA), Dubliners Irish Pub (Salvador-BA), Teatro Atheneu (Aracaju-SE), Teatro Dulcina (Brasília-DF), Gravatá Jazz Festival (Gravatá-PE), Careta Amp (Triunfo-PE), Circuito Sesc de música instrumental (SE), Aldeia Sesc de Artes (Feira de Santana-BA). 
Igor Gnomo se destaca também como empreendedor cultural, gerindo a escola de música Cemig Music e o Paulo Afonso Jazz Festival, além de aulas, gravações e produções virtuais.

Na liberdade artística do  jazz, uma inventiva mú sica instrumental nordestina e de matriz africana aparece forte em ‘Formiga Preta’, novo álbum do guitarrista, compositor e produtor Igor Gnomo. Terceiro da carreira desse baiano de Paulo Afonso, o disco reforça a identidade jazz-rock-nordeste do músico, com sonoridade própria, cria de um artista de personalidade e talento. 
O trabalho foi um dos selecionados pelo Prêmio das Artes Jorge Portugal 2020 – Premiação Aldir Blanc, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e chega esta sexta-feira a todas as plataformas de streaming pelo Selo Digital Ruffo. Além do disco, o projeto ainda contempla um mini-documentário e o clipe da faixa ‘Cura’. 
Rico em polirritmia e sincopado como um bom jazz tradicional, ‘Formiga Preta’ flerta também com o jazz mais moderno, mais pop, sem deixar de ser orgânico. Totalmente autorais, as dez faixas foram compiladas em três blocos temáticos que se utilizam das raízes e influências distintas para transitar com propriedade por estilos como rock, baião, maracatu, ritmos africanos, além do jazz fusion e acid jazz. Ao todo são cerca de 45 minutos de contrastes, riffs e viradas de um quarteto formado por guitarra, baixo, percussão e bateria, afinado com a simbiose de jazz e música brasileira. 
Deu tão certo que ‘Formiga Preta’ foi o projeto que recebeu a maior nota entre os selecionados no edital da Funceb. "A princípio, a minha ideia era deixar uma coisa bem reta, bem rock, mas mudei o percurso desde que comecei a compor para o disco em 2018. Já vinha tocando em ‘jam session’ e preparando um show que seria lançado em 2020. A pandemia deu tempo para repensar esse conceito de música instrumental nordestina. Estou muito feliz com o resultado", comemora Igor Gnomo. 
Embora distintas, as faixas têm unidade, o DNA da guitarra de Igor Gnomo, como uma assinatura nada óbvia, que marca sem precisar de extravagâncias. É uma mistura eclética que funciona e deixa claro se tratar de uma obra só. 
"As primeiras são mais ácidas, depois dá uma caída para no fim voltar para cima. Quis manter a unidade do trabalho no timbre. E tem muito de minhas influências ali, de Gilberto Gil a Chico Science, Hermeto Pascoal a Red Hot Chilli Peppers, como também Mike Stern, por exemplo. Tem um direcionamento, mas tem também a improvisação". 
O disco foi produzido durante o isolamento imposto pela pandemia da Covid-19, tem mixagem e masterização de Orlando Botelho e destaca as participações do trio que faz a base com a percussão de Gildo Madeira, o baixo de André Jumper e a bateria de Thiago Reuel, que também assina a direção musical. 
Destaque ainda para as participações especiais dos músicos Derico Sciotti (da banda do programa de Jô Soares), que toca sax e flauta na faixa ‘A la Stern’; Italo Neno, teclados em ‘Toil Land’; Marcelo Fonseca (violino), em ‘Bolo de Milho’; Vivian Nascimento (coro) e Renam Mendes (acordeão), em ‘Forró do Seu Todynho’; Michael Pipoquinha (baixo), em ‘Cura’ e Suzi Mariana (voz), em ‘Ao Comandante’. 
"A ideia também é produzir um show para circular, assim que puder. Fazer uma apresentação que seja para o teatro, mas que possa também encaixar em locais abertos e não seja voltado ‘de músico pra músico’, descolar de música instrumental feita só para músicos. Pode rotular como um trabalho pop, porque quero é mostrar o lado "mete dança" do nordeste", brinca. 

Carreira – Natural da cidade de Paulo Afonso, o guitarrista Igor Gnomo apresenta um trabalho autoral instrumental com influências do jazz, rock em simbiose com elementos da música nordestina (baião, samba de chula, maracatu) fortalecendo a representatividade da música instrumental produzida no interior do estado. 
Em 2011, com o então Igor Gnomo Group, lançou o primeiro trabalho autoral ‘NorDestino’, que foi destaque em revistas especializadas como GuitarPlayer e GuitarLoad. Em 2014 surge o segundo trabalho, ‘Alquimia, Trilhos, Poesia’, que gerou a circulação do grupo em importantes festivais, onde dividiu apresentações com nomes como Armandinho Macedo, Stanley Jordan, Gabriel o Pensador e Luciano Magno, a exemplo do Garanhuns Jazz Festival (Garanhuns-PE), Feira Noise (Feira de SantanaBA), Expomusic (São Paulo-SP), Macuca Jazz e Improviso (Correntes-PE), Mangaba instrumental (Aracaju-SE), Bond Jazz Festival (Paulo Afonso-BA), 788 (Serrinha-BA), Dubliners Irish Pub (Salvador-BA), Teatro Atheneu (Aracaju-SE), Teatro Dulcina (Brasília-DF), Gravatá Jazz Festival (Gravatá-PE), Careta Amp (Triunfo-PE), Circuito Sesc de música instrumental (SE), Aldeia Sesc de Artes (Feira de Santana-BA). 
Igor Gnomo se destaca também como empreendedor cultural, gerindo a escola de música Cemig Music e o Paulo Afonso Jazz Festival, além de aulas, gravações e produções virtuais.

 

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