Aracaju terá protestos contra e a favor de Bolsonaro

 

Gabriel Damásio
O feriado de 7 de Se
tembro será mar
cado nesta terça-feira por uma série de protestos de rua convocados por partidos e movimentos políticos. E esses protestos despertam uma grande atenção entre as autoridades de segurança, por serem radicalmente opostos e polarizados. De um lado, partidários de esquerda prometem pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Do outro, grupos de direita se mobilizam para defender Bolsonaro e pedir medidas contra o Supremo Tribunal Federal, com quem o chefe do governo trava uma guerra aberta. Os atos públicos estão marcados para ocorrer em todas as capitais e nas principais cidades brasileiras, incluindo Aracaju. 
Os movimentos bolsonaristas devem se concentrar em dois atos, organizados pelos movimentos Brasil 200 e Direita Sergipana. Às 10h, eles vão fazer um ato simbólico na Praça da Bandeira, junto à Avenida Barão de Maruim. Mais tarde, às 14h, eles se concentram nos Arcos da Orla de Atalaia e sairão de lá em carreata, percorrendo avenidas até o Calçadão da Praia Formosa, no bairro 13 de Julho. Com o slogan "Defenda o Brasil, defenda a liberdade", os bolsonaristascriticam as recentes prisões ordenadas por ministros do STF contra blogueiros e políticos acusados de incitação à violência. 
Eles também pretendem reforçar críticas que vem fazendo contra o governador Belivaldo Chagas e o prefeito Edvaldo Nogueira, por causa de medidas restritivas adotadas para a prevenção do coronavírus. Algumas associações militares, como a Amese (Associação dos Militares de Sergipe), declararam apoio às mobilizações pró-Bolsonaro. "Nós não queremos tomar o poder.O que a gente quer é preservar a democracia e que seja respeitado o resultado das urnas, para que Bolsonaro termine seu mandato", disse o tenente-coronel Ildomário Gomes, em entrevista ao canal do Direita Sergipana. 
Por outro lado, os movimentos sociais de esquerda, liderado pelas centrais sindicais CUT, CTB, CSP, UGT e Frente Brasil Popular, vão fazer a 27ª edição do Grito dos Excluídos, organizada tradicionalmente pela Igreja Católica. A concentração será às 9h, emfrente à Igreja São José e Santa Tereza de Calcutá, no Bairro Santa Maria, Conjunto Marivan. Com o slogan "Fora Bolsonaro", o ato terá vai arrecadar alimentos e roupas para doar à população carente do bairro. 
Além de pedir a manutenção da democracia, a defesa do SUS e mais vacinas contra o coronavírus, os manifestantes reivindicam geração de empregos, auxílio emergencial de R$ 600, combate à fome, o fim das privatizações e da violência policial nas periferias. "Hoje, a classe trabalhadora é duramente prejudicada pela política de fome, carestia e desemprego do governo Bolsonaro. Mais do que nunca, devemos nos unir com solidariedade contra a política genocida deste governo", disse o presidente da CUT, Roberto Silva. 
SSP – A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que definiu um esquema especial para acompanhar as manifestações dos dois grupos e evitar qualquer tipo de confronto ou incidente nas ruas. Será adotada a mesma mobilização empregada pelas polícias Civil e Militar em dias de mobilização e em outros feriados anteriores de 7 de Setembro, quando houve desfile presencial na Avenida Barão de Maruim. 
A Coordenadoria Geral do Sistema de Inteligência da Segurança Pública de Sergipe (Cogesisp), que envolve todas os setores de inteligência das instituições de Segurança Pública, vai acompanhar as três mobilizações. Já a Delegacia de Turismo (Detur) estará atuando como unidade plantonista, das 7h às 19h, para atender as ocorrências policiais que forem registradas durante nas manifestações previstas para o feriado, além dos casos originados na região da Orla e das ocorrências conduzidas pela Polícia Militar.
Em nota, a SSP afirma que vai atuar para preservar o direito de manifestação e pensamento, mas não admitirá qualquer tipo de ato criminoso, independente de qual grupo esteja a se manifestar. "Não existe direito absoluto quando o objetivo do seu exercício é a prática de baderna, depredação de patrimônio público, crimes contra a honra e outros atos. Os servidores policiais também têm direito de livre manifestação e serão acompanhados do ponto de vista do que define a lei e também por suas respectivas corregedorias para averiguar infrações administrativas", diz o órgão, referindo-se à possível participação de policiais da ativa nos atos políticos.

Gabriel Damásio

O feriado de 7 de Se tembro será mar cado nesta terça-feira por uma série de protestos de rua convocados por partidos e movimentos políticos. E esses protestos despertam uma grande atenção entre as autoridades de segurança, por serem radicalmente opostos e polarizados. De um lado, partidários de esquerda prometem pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Do outro, grupos de direita se mobilizam para defender Bolsonaro e pedir medidas contra o Supremo Tribunal Federal, com quem o chefe do governo trava uma guerra aberta. Os atos públicos estão marcados para ocorrer em todas as capitais e nas principais cidades brasileiras, incluindo Aracaju. 
Os movimentos bolsonaristas devem se concentrar em dois atos, organizados pelos movimentos Brasil 200 e Direita Sergipana. Às 10h, eles vão fazer um ato simbólico na Praça da Bandeira, junto à Avenida Barão de Maruim. Mais tarde, às 14h, eles se concentram nos Arcos da Orla de Atalaia e sairão de lá em carreata, percorrendo avenidas até o Calçadão da Praia Formosa, no bairro 13 de Julho. Com o slogan "Defenda o Brasil, defenda a liberdade", os bolsonaristascriticam as recentes prisões ordenadas por ministros do STF contra blogueiros e políticos acusados de incitação à violência. 
Eles também pretendem reforçar críticas que vem fazendo contra o governador Belivaldo Chagas e o prefeito Edvaldo Nogueira, por causa de medidas restritivas adotadas para a prevenção do coronavírus. Algumas associações militares, como a Amese (Associação dos Militares de Sergipe), declararam apoio às mobilizações pró-Bolsonaro. "Nós não queremos tomar o poder.O que a gente quer é preservar a democracia e que seja respeitado o resultado das urnas, para que Bolsonaro termine seu mandato", disse o tenente-coronel Ildomário Gomes, em entrevista ao canal do Direita Sergipana. 
Por outro lado, os movimentos sociais de esquerda, liderado pelas centrais sindicais CUT, CTB, CSP, UGT e Frente Brasil Popular, vão fazer a 27ª edição do Grito dos Excluídos, organizada tradicionalmente pela Igreja Católica. A concentração será às 9h, emfrente à Igreja São José e Santa Tereza de Calcutá, no Bairro Santa Maria, Conjunto Marivan. Com o slogan "Fora Bolsonaro", o ato terá vai arrecadar alimentos e roupas para doar à população carente do bairro. 
Além de pedir a manutenção da democracia, a defesa do SUS e mais vacinas contra o coronavírus, os manifestantes reivindicam geração de empregos, auxílio emergencial de R$ 600, combate à fome, o fim das privatizações e da violência policial nas periferias. "Hoje, a classe trabalhadora é duramente prejudicada pela política de fome, carestia e desemprego do governo Bolsonaro. Mais do que nunca, devemos nos unir com solidariedade contra a política genocida deste governo", disse o presidente da CUT, Roberto Silva. 

SSP – A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que definiu um esquema especial para acompanhar as manifestações dos dois grupos e evitar qualquer tipo de confronto ou incidente nas ruas. Será adotada a mesma mobilização empregada pelas polícias Civil e Militar em dias de mobilização e em outros feriados anteriores de 7 de Setembro, quando houve desfile presencial na Avenida Barão de Maruim. 
A Coordenadoria Geral do Sistema de Inteligência da Segurança Pública de Sergipe (Cogesisp), que envolve todas os setores de inteligência das instituições de Segurança Pública, vai acompanhar as três mobilizações. Já a Delegacia de Turismo (Detur) estará atuando como unidade plantonista, das 7h às 19h, para atender as ocorrências policiais que forem registradas durante nas manifestações previstas para o feriado, além dos casos originados na região da Orla e das ocorrências conduzidas pela Polícia Militar.
Em nota, a SSP afirma que vai atuar para preservar o direito de manifestação e pensamento, mas não admitirá qualquer tipo de ato criminoso, independente de qual grupo esteja a se manifestar. "Não existe direito absoluto quando o objetivo do seu exercício é a prática de baderna, depredação de patrimônio público, crimes contra a honra e outros atos. Os servidores policiais também têm direito de livre manifestação e serão acompanhados do ponto de vista do que define a lei e também por suas respectivas corregedorias para averiguar infrações administrativas", diz o órgão, referindo-se à possível participação de policiais da ativa nos atos políticos.

 

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