Ataque a delegado: dois presos e atirador identificado

 

Gabriel Damásio
A polícia já sabe quem são 
os três criminosos envol
vidos no ataque que deixou o delegado Marcelo Hercos Lyrio, da 7ª Delegacia Metropolitana (7ª DM), gravemente ferido. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), tratam-se de três ex-presidiários que são da Bahia e vieram a Aracaju para aplicar golpes no comércio, usando notas falsas. Dois deles, Manuel Santos Farias Neto e Daniel dos Santos, foram presos na manhã de ontem por soldados do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur), que os encontraram em um matagal próximo à Praia do Sarney (zona sul). O terceiro, Wellington de Carvalho Bispo, apontado como o autor dos três tiros contra o delegado, estava foragido até o fechamento desta edição. 
Os três aparecem nas imagens do circuito interno de TV de um posto de combustível na Avenida Melício Machado, na Aruana (zona de expansão), onde o crime aconteceu na tarde desta terça-feira. Eles foram abordados por Hercos, que estava na fila do caixa e suspeitou de que os três estariam fazendo compras com notas falsas na loja de conveniência do posto. Durante a abordagem, Wellington assumiu a direção de um carro que estava parado, arrastou o delegado para o meio do posto e pegou a arma do próprio policial, usando-a para atirar. Manuel e Daniel são os que fogem com o atirador. O carro foi encontrado horas depois do crime, nos fundos de um shopping em obras na Aruana, com manchas de sangue e marca de tiros. 
Os detalhes foram confirmados ontem em uma entrevista coletiva, realizada no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que está à frente da investigação. "Todos são ex-presidiários, inclusive um que constava na Bahia como preso. Eles vinham passando notas falsas tanto no interior do estado, quanto na capital, e, dessa última vez, chegaram ontem [terça] por volta das 2h30. Com as imagens e com o trabalho excelente da nossa perícia, foram identificados os três suspeitos", disse o secretárioJoão Eloy de Menezes, da SSP.
Manuel e Daniel foram interrogados no Cope e, segundo o diretor da unidade, delegado Dernival Elói Tenório, eles confessaram que estavam com notas falsas e faziam várias compras de pequeno valor para pegar o troco delas. Admitiram também que o comparsa, Wellington, também ficou ferido durante a luta corporal com o delegado. "Eles permaneceram em um bar e pediram ajuda a um morador da região, que orientou que eles se entregassem à polícia. Temos a certeza que o autor dos disparos está com um tiro no braço esquerdo e está de posse da pistola do delegado", relatou o delegado-geral da Polícia Civil, Thiago Leandro.
Os delegados acrescentaram que o trio já foi identificado em outras lojas e casas comerciais da zona sul de Aracaju, onde também teriam feito compras com notas falsas. "O foragido é conhecido na região de Simões Filho [Bahia]. Ele tem uma condição muito boa na Bahia e esbanja uma certa quantidade de dinheiro", informou Thiago. Com os suspeitos, estavam cerca de R$ 4 mil em notas falsas. Eles também são suspeitos de alugarem carros e não pagarem por eles. 
À tarde, advogados dos suspeitos, vindos de Salvador, vieram a Aracaju para conversar com os clientes e disseram que ainda vão traçar uma estratégia de defesa. Eles confirmaram a jornalistas que Wellington tem interesse em se entregar à polícia, a qualquer momento, e que estão negociando a rendição, com garantias de integridade física. Os três envolvidos no crime serão indiciados pelos crimes de tentativa de homicídio, associação criminosa e estelionato.
Saúde – O quadro de saúde do delegado Marcelo Hercos permanece grave. Ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência João Alves Filho (Huse). O último boletim, divulgado ao fim da tarde, informa que o paciente está sedado, intubado, em ventilação mecânica e sob efeito de drogas vasoativas. Ele passou por uma cirurgia de laparotomia para identificação e tratamento dos ferimentos. 
O delegado foi ferido com um tiro no ombro e dois no abdômen, sendo que um deles também perfurou o pulmão. Ainda segundo o boletim do Huse, ainda não é possível transferir o paciente para outro hospital, como era esperado anteriormente, devido a "instabilidades no quadro de saúde". 

Gabriel Damásio

A polícia já sabe quem são  os três criminosos envol vidos no ataque que deixou o delegado Marcelo Hercos Lyrio, da 7ª Delegacia Metropolitana (7ª DM), gravemente ferido. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), tratam-se de três ex-presidiários que são da Bahia e vieram a Aracaju para aplicar golpes no comércio, usando notas falsas. Dois deles, Manuel Santos Farias Neto e Daniel dos Santos, foram presos na manhã de ontem por soldados do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur), que os encontraram em um matagal próximo à Praia do Sarney (zona sul). O terceiro, Wellington de Carvalho Bispo, apontado como o autor dos três tiros contra o delegado, estava foragido até o fechamento desta edição. 
Os três aparecem nas imagens do circuito interno de TV de um posto de combustível na Avenida Melício Machado, na Aruana (zona de expansão), onde o crime aconteceu na tarde desta terça-feira. Eles foram abordados por Hercos, que estava na fila do caixa e suspeitou de que os três estariam fazendo compras com notas falsas na loja de conveniência do posto. Durante a abordagem, Wellington assumiu a direção de um carro que estava parado, arrastou o delegado para o meio do posto e pegou a arma do próprio policial, usando-a para atirar. Manuel e Daniel são os que fogem com o atirador. O carro foi encontrado horas depois do crime, nos fundos de um shopping em obras na Aruana, com manchas de sangue e marca de tiros. 
Os detalhes foram confirmados ontem em uma entrevista coletiva, realizada no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que está à frente da investigação. "Todos são ex-presidiários, inclusive um que constava na Bahia como preso. Eles vinham passando notas falsas tanto no interior do estado, quanto na capital, e, dessa última vez, chegaram ontem [terça] por volta das 2h30. Com as imagens e com o trabalho excelente da nossa perícia, foram identificados os três suspeitos", disse o secretárioJoão Eloy de Menezes, da SSP.
Manuel e Daniel foram interrogados no Cope e, segundo o diretor da unidade, delegado Dernival Elói Tenório, eles confessaram que estavam com notas falsas e faziam várias compras de pequeno valor para pegar o troco delas. Admitiram também que o comparsa, Wellington, também ficou ferido durante a luta corporal com o delegado. "Eles permaneceram em um bar e pediram ajuda a um morador da região, que orientou que eles se entregassem à polícia. Temos a certeza que o autor dos disparos está com um tiro no braço esquerdo e está de posse da pistola do delegado", relatou o delegado-geral da Polícia Civil, Thiago Leandro.
Os delegados acrescentaram que o trio já foi identificado em outras lojas e casas comerciais da zona sul de Aracaju, onde também teriam feito compras com notas falsas. "O foragido é conhecido na região de Simões Filho [Bahia]. Ele tem uma condição muito boa na Bahia e esbanja uma certa quantidade de dinheiro", informou Thiago. Com os suspeitos, estavam cerca de R$ 4 mil em notas falsas. Eles também são suspeitos de alugarem carros e não pagarem por eles. 
À tarde, advogados dos suspeitos, vindos de Salvador, vieram a Aracaju para conversar com os clientes e disseram que ainda vão traçar uma estratégia de defesa. Eles confirmaram a jornalistas que Wellington tem interesse em se entregar à polícia, a qualquer momento, e que estão negociando a rendição, com garantias de integridade física. Os três envolvidos no crime serão indiciados pelos crimes de tentativa de homicídio, associação criminosa e estelionato.
Saúde – O quadro de saúde do delegado Marcelo Hercos permanece grave. Ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência João Alves Filho (Huse). O último boletim, divulgado ao fim da tarde, informa que o paciente está sedado, intubado, em ventilação mecânica e sob efeito de drogas vasoativas. Ele passou por uma cirurgia de laparotomia para identificação e tratamento dos ferimentos. 
O delegado foi ferido com um tiro no ombro e dois no abdômen, sendo que um deles também perfurou o pulmão. Ainda segundo o boletim do Huse, ainda não é possível transferir o paciente para outro hospital, como era esperado anteriormente, devido a "instabilidades no quadro de saúde". 

 

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