Professores cobram derrubada de veto de prefeito

Na tentativa de convencer os 24 vereadores aracajuanos a derrubar o veto do prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), dezenas de educadores se reuniram na manhã de ontem em frente à Câmara Municipal de Aracaju (CMA). Conforme protestado pelo Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema), entidade de classe responsável pela coordenação do ato público, o chefe do Poder Executivo Municipal optou por remover trechos da lei que previa a remuneração atualizada dos servidores da Educação e também da área da Saúde, no caso dos agentes de endemias.

Essa mobilização em conjunto é composta ainda por membros do Sindicato dos Agentes de Saúde e Endemias do Município de Aracaju (Sacema), bem como recebe o apoio de centrais sindicais. Novamente em conversa com o JD, Obanshe Porto, presidente do Sindipema, garantiu que os servidores permanecem mobilizados, em assembleia geral contínua, com a perspectiva de garantir o direito adquirido pelas categorias. Entre os trechos retirados está a deliberação nacional que previa a remuneração atualizada dos servidores de ambas as áreas. Obanshe revelou que no ano de 2016, menos de quatro meses para as eleições municipais, o próprio Edvaldo Nogueira se dirigiu até a sede sindical a fim de pleitear o apoio dos profissionais da educação.
“Nunca é tarde demais lembrar que quando ele [Edvaldo Nogueira] tentava voltar ao comando da Prefeitura de Aracaju, chegou a ir pessoalmente na sede do Sindipema para apresentar o seu programa de governo e garantir que estaria sempre defendendo aos interesses dos professores que compõem a educação municipal. O que percebemos é que toda aquela promessa não foi cumprida; hoje, já reeleito, ele sequer nos atende para conversar. Acontece que somos fortes, resistentes e vamos continuar pressionando tanto ele, como os vereadores”, avisou. O JORNAL DO DIA buscou conversar com gestores da PMA, mas foi informado que a administração da capital sergipana não iria se manifestar sobre o assunto.

Sobre a perspectiva de veto por parte da CMA, Obanshe Porto disse acreditar que os vereadores tendem a seguir de acordo com o pedido formalizado pelas classes trabalhadoras. “No ano passado, quase que no dia que antecede o Natal, o parlamento municipal aprovou, por unanimidade, na Lei Orçamentária Anual; são emendas que garantem a atualização do piso salarial na carreira do Magistério Municipal e dos agentes de saúde para esse ano agora vigente. Apesar da aprovação unânime, que aconteceu no dia 23, o prefeito Edvaldo Nogueira vetou os artigos 11 e 13 destinados ao reajuste salarial das categorias. Esperamos que os vereadores nos apoiem nessa luta por nossos direitos”, completou. (Milton Alves Júnior)

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