Placas de grama são furtadas de praça em área movimentada

Moradores dizem que furto da grama ocorre por falta de fiscalização.

Imagens do circuito de monitoramento e segurança de condomínios residenciais, localizados nas imediações da Praça Graccho Cardoso, em Aracaju, podem colaborar com as investigações que visam identificar os criminosos que roubaram da área de lazer cerca de 100 placas de grama. De acordo com a Prefeitura de Aracaju, a ação infracional foi protagonizada na madrugada do último sábado, dia 30 de abril, porém apenas no início da manhã de ontem foi oficializada pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), órgão responsável pela organização e manutenção das praças públicas na capital sergipana. Diante do volume de patrimônio subtraído, a Polícia Civil – mobilizada para apurar a ocorrência -, trabalha com a perspectiva de duas, ou mais pessoas, estão diretamente envolvidas na ação.
Por meio de nota pública compartilhada pela empresa municipal, a Prefeitura de Aracaju revelou que: “o trabalho de paisagem nos jardins da [Praça] Graccho Cardoso, incluindo a colocação dos tapetes [de grama do tipo esmeralda], aconteceu entre os dias 16 e 26 de abril e faz parte da programação de revitalização das áreas verdes da cidade.” Em meio aos estudos, o setor de inteligência da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), e da própria administração municipal, não é descartada a possibilidade de o grupo ter deixado outros tapetes para serem roubados em outra oportunidade. Ao todo, mais de 300 unidades foram depositadas pela Emsurb ao longo dos últimos meses na Praça Graccho Cardoso.
Morador da região, o servidor público aposentado José Messias Monteiro, conversou com o JORNAL DO DIA no início da tarde de ontem e apontou uma possível falta de fiscalização integral na praça como principal fator favorável aos criminosos. Conforme destacado pelo contribuinte, há mais de cinco anos os moradores pleiteiam junto ao Poder Público a instalação de guaritas, ou, disponibilidade de viaturas da Guarda Municipal de Aracaju (GMA), a fim de evitar, em especial, as abordagens realizadas por criminosos contra transeuntes e proprietários de veículos. José Monteiro defende que a presença intensiva de agentes da GMA poderia ter evitado o saque dos tapetes. A Emsurb não informou a proporção financeira do dano. (Milton Alves Júnior)

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