O que é Cultura Balroom?

Cabeça erguida

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Pergunto ao Google, após ler o release de um artista pioneiro, às vésperas de desbravar o mundo, munido de plumas e paetês. Descubro que se trata de celebrar a diversidade por meio de eventos festivos, com foco em raça, sexualidade e gênero, a fim de se opor ao silenciamento da pluralidade, debochar do esforço realizado por conservadores e reacionários de plantão, com alegria e muita música.
O primeiro registro de um baile (ball) protagonizado por um performer caracterizado com visual feminino data de 1849, no Harlem. Desde então, o subúrbio de Nova Iorque se estabeleceu como origem da cultura ballroom, para o escândalo dos caretas de tocaia sob as barbas do Tio Sam.
Preso às minhas roupas, à minha classe, como no verso de Drummond, bato palmas para a afronta. Não falo o dialeto da turma, repleto de neologismos e supostos artigos neutros, beirando o incompreensível. Mas qualquer manifestação em favor das liberdades individuais conta com a minha adesão imediata, irrestrita.
Feliz por Johnatan Rezende, o performer que adotou o nome próprio de Afrofutur1st e subiu no salto, a fim de chegar mais longe. Ele botou o próprio corpo para jogo e desfila radiante, cabeça erguida, para deslumbramento e espanto dos outros, alheio aos padrões limitados que os homens de pensamento tacanho defendem como modelo de família e sociedade.

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