A MÉTRICA DE BOTEQUIM QUE JÁ DÁ VITÓRIA A LULA

Rômulo Rodrigues

Lá no fundo da minha memória, sempre que necessário recorro às sábias máximas do meu Caicó, berço de civilizações, e agora, tenho que recorrer a uma que dizia: “Quando o povo quer, nem peleje”.
E os sinais são visíveis, tudo caminha para uma vitória justa e necessária de Lula no primeiro turnos e os filósofos de botequim, que captam os mais significativos sentimentos da plebe e decifram as entre linhas, das conversas cheia de sabedoria, já resumiram tudo numa simples equação: O turno é 1; o dia é 2; o mês é 10. É só somar tudo, encher o copo e passar a régua, o resultado é 13.
Existem no momento três institutos de pesquisas menos inconfiáveis que estão anunciando os números que nunca quiseram anunciar, são eles; Datafolha, IPEC e Genial Quest, todos com totais vinculações com o sistema financeiro, dono do mercado.
Vivem o grande dilema; se não forem fieis ao que colhem, suas instituições perdem credibilidade. E o que estão colhendo é que mais de 50% dos votantes consultados estão decididos a votar em Lula e garantir o retorno a um ambiente de paz no Brasil a partir do raiar do dia 3 de outubro vindouro.
Afinal de contas, o sentimento geral é o de que o povo está revoltado com tanta violência explodida em consequência das propagações de ódio emanadas do presidente cruel e do seu gabinete do ódio.
Um reflexo desse misto de revolta e tomada de consciência está nas palavras da empresária paulista Ângela Lyra, tucana de carteirinha e lavajatista convicta que declara que vai votar em Lula porque resolveu dar a devida atenção a todo o processo acusatório contra Lula e questionar o não aparecimento de provas.
Segundo ela, ao acompanhar de perto o processo, conheceu pessoas muito interessantes e viu que o Brasil tem um futuro que ela não via antes.
Ela não falou, mas com certeza, os fatos que já são corriqueiros a fizeram compreender que em 12 anos de governos do PT, não havia a apologia ao crime, havia amplo acesso à universidade, liberdade para a imprensa mentir à vontade, salário mínimo com ganho real com 76% e o maior aumento do PIB per capita entre todos os países do G-20, trazendo o Brasil da 12ª para a 6ª economia do mundo.
Fatos recentes e assustadores para quem quer entender o que era aquele Brasil de paz e prosperidade e o que é hoje.
Em Montes Claro, MG, um policial militar a paisana atirou 3 vezes contra o deputado federal do PT, Paulo Guedes, quando ele discursava em um carro de som de campanha.
No mesmo dia, em São Paulo, um pesquisador do Instituto Datafolha foi agredido por outro bolsonarista e uma janela de um apartamento em Recife foi alvejada com tiros porque tinha uma bandeira da campanha de Lula e em outro lugar, no Paraná, um empresário bolsonarista fez questão de divulgar um vídeo atirando com um fuzil contra um cartaz do presidente Lula.
Em são Gonçalo, RJ, uma mulher grávida foi atacada e espancada por outro eleitor de Bolsonaro enquanto panfletava para um candidato a deputado estadual do PT. Na capital paulista, no fim de semana, um tenente da polícia militar quis prender Guilherme Boulos porque ele estava com militantes do PSOL fazendo uma panfletagem em local e horário permitido. O oficial foi identificado como bolsonarista.
Benedito Cardoso dos Santos, 44 anos, eleitor de Lula foi morto com 70 golpes de faca e machado, próximo a Cuiabá, MT, pelo bolsonarista Rafael Silva de Oliveira de 24 anos na noite de 7 de setembro.
A violência incitada por Jair Bolsonaro também emana no jornalismo, por uma jornalista da Jovem Pan que agrediu a esposa de Lula, chamando-a de maconheira porque ele abraçou Pablo Vittar.
Fazendo do incentivo ao ódio e à violência arma de sua campanha, em visita a Petrolina, PE, montou em um touro e chamou Lula de ladrão.
Consolidando o que dizem os frequentadores dos salutares espaços da boemia a campanha do voto necessário cresce a todo vapor com adesões nunca antes imaginadas como as de Joaquim Barbosa, Otto Lara Resende, Xuxa Meneghel, Raquel Sherezade, Washington Olivetto, o ex-decano do STF Celso de melo e por um manifesto assinado por 38 respeitáveis economistas do Brasil e do exterior.

Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político.

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