Rian Santos
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Guardo uma impressão positiva do ‘Bolor’ de Euler Lopes, desde quando os parágrafos breves que dariam origem a um volume artesanal, produzido pela Xita Cartonera, floresceram no ambiente improvável das redes sociais – um experimento literário em forma de post. Daí para o palco, no lombo do ator Cícero Júnior, foi um pulo.
‘Bolor’, o espetáculo, lotou o auditório do Museu da Gente Sergipana, flertando com a performance, até ser interrompido pela pandemia de covid-19. Agora, os amigos pretendem voltar ao texto carregado de lirismo confessional, em nova temporada. Para tanto, apostam no interesse da platéia. A venda antecipada de ingressos é fundamental para bancar a montagem.
Acredito piamente no sucesso da empreitada. A essa altura do campeonato, convenhamos, a assinatura de Euler há de valer alguma coisa. Além disso, há também o apetite pela fábula, reprimido por anos seguidos de episódios e notícias deprimentes mais a falta de fé no futuro. A crise é de grana, oportunidades e também de esperança. Contra todas as aparências, entretanto, só o sonho move o mundo.
A campanha para levar ‘Bolor’ de volta para o palco do Museu da Gente Sergipana já está na rua – Instagram, Facebook, Zap Zap, tudo quanto é rede social. As datas previstas para receber o prezado público abrangem todo o mês de novembro. Adverte-se, contudo: Quem se dispor, esteja preparado para surpreender o amor pelo avesso, embolorado. Não há expectativa razoável de final feliz.


