O Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed-SE) voltou a realizar, na manhã desta terça-feira (18), em alusão ao Dia do Médico, uma série de atividades para homenagear a categoria profissional responsável pela promoção da saúde e da vida.
O evento, bastante prestigiado pela classe médica, entidades correlatas, imprensa e familiares, aconteceu na sede da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sergipe, em Aracaju, e foi marcado pela realização de missa em ação de graças, celebrada pelo padre Marcelo Conceição, seguida de café da manhã e da entrega da “Comenda Dra. Glória Tereza”, além do “Prêmio Amigo do Médico”, o qual está na sua XV edição.
Em seu discurso, o presidente do Sindimed, José Helton Monteiro, fez questão de parabenizar todos os profissionais pelo seu dia. Ele também abriu parênteses para uma reflexão pertinente: a importância do médico durante a pandemia, a qual assombrou o mundo nos últimos dois anos.
“Hoje é Dia de São Lucas. E hoje é Dia dos Médicos. Quero agradecer a Deus pelo dom de ser um instrumento, aqui na terra, para salvar vidas, ajudar as pessoas e aliviar a dor de outras. É um momento de reflexão, também. Passou-se a pandemia e muitas vezes esquecem que o médico é um ser humano, que tem família, que tem pessoas que o amam, que o aguardam em casa. E a pandemia mostrou que muitos saíam de casa e não voltavam, ou voltavam com medo, dormiam em quartos separados para não passar a doença para as pessoas que ele ama”, destacou o presidente.
Helton lembrou ainda que o momento pandêmico obrigou a sociedade a olhar com mais carinho e dar mais importância aos setores e profissionais da saúde, principalmente o Sistema Único de Saúde (SUS).
“A pandemia revelou um lado que muitos estavam esquecendo: a importância das categorias da saúde, a importância do SUS, e a importância de ter pessoas, principalmente as que trabalham no serviço público. Não dá para ter um médico ou enfermeiro sem ter seus direitos mínimos garantidos. Queremos o SUS fortalecido, mais condições de atender nossos pacientes dignamente. Queremos estabilidade, carreira e queremos ser bem remunerados. Muitas vezes, no dia a dia, o paciente revela que não conseguiu marcar exame, ou que não conseguiu fazer a cirurgia, e muitas vezes são doenças e diagnósticos que podem levar o paciente à morte. Então, o Sindicato dos Médicos está aqui para ser um ponto de diálogo, de estar sempre conversando com os gestores para, justamente, tentarmos fazer com que as pessoas sejam bem atendidas, para que os profissionais de saúde, não só os médicos, tenham condições dignas, não só de salário, mas de carreira. Que elas possam ter estabilidades em seus empregos”, reforçou o presidente.
Sindimed-SE celebra Dia do Médico com série de atividades


