Rompimento de tubulação deixa Jabotiana sem água

Esse é o terceiro caso envolvendo vazamento na região em menos de cinco meses. Foto: DESO

Milton Alves Júnior

Depois de enfrentar seis horas de abastecimento de água suspenso, milhares de aracajuanos residentes e/ou comerciantes do bairro Jabotiana, no início da tarde de ontem voltaram a desfrutar do sistema operacionalizado pelo governo do estado, por intermédio da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). O mais recente impasse vivenciado pelos contribuintes começou ainda no final da madrugada de ontem quando engenheiros da companhia identificaram um rompimento de aproximadamente 400 milímetros na rede. Durante o serviço de reparo do problema, a Deso disponibilizou caminhões pipa para unidades de saúde, educacionais e asilos, mas este apoio paliativo não foi requisitado. O rompimento aconteceu em um trecho da na Avenida Tancredo Neves.
Esse é o terceiro caso envolvendo vazamento na região em menos de cinco meses. No dia 11 de novembro do ano passado o sistema também foi suspenso depois que a mesma rede de abastecimento de água registrou um dano de 150 mm. No dia 04 de outubro os condutores de veículos, moradores e comerciantes da região também já haviam enfrentado cenário semelhante. Na tentativa de minimizar os congestionamentos, nos três casos agentes da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), foram encaminhados para o local. Apesar da agilidade operacional proporcionada pelo plantão da Deso, a recorrência dos fatos tem contabilizado o acúmulo contínuo de críticas contra a administração estadual.
Morador do bairro Jabotiana há mais de 20 anos, Gilberto Menezes – que já buscou o JORNAL DO DIA para protestar contra o serviço ofertado pela Deso -, voltou a pedir investimentos que gerem qualificação real do sistema. “Praticamente toda semana tem falta de água não só aqui em Aracaju como em muitos outros municípios. Tem semanas que a falta de água acontece duas ou três vezes. É lamentável o serviço prestado ao consumidor, o que tira a nossa paciência é que mesmo com todas as reclamações, parece que nunca existem melhorias. O Governo, independentemente de quem seja o governante, precisa entender que um investimento deve ser realizado urgentemente, ou então privatiza logo e acaba com esse sofrimento”, protestou.

Compartilhe esta notícia