O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen) divulgou uma pesquisa científica realizada em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS) sobre o contágio da varíola dos macacos (Monkeypox). Focado no caso sergipano, o estudo é dirigido à análise da doença entre crianças e adolescentes. Gerido pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), o Lacen é vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (SES).
O material foi publicado na última semana de janeiro na revista internacional Journal of Pedriatics and Child Health (Revista de Pediatria e Saúde de Crianças e Adolescentes). Sua elaboração ficou a cargo de pesquisadores do Lacen, da UFS e da SES.
De acordo com a gerente de Biologia Molecular do Lacen, Gabriela Bezerra, o trabalho tomou por base a vigilância laboratorial feita a partir das amostras de lesões dos pacientes. “Realizamos esses testes da pesquisa junto com a nossa rotina diária, que é executada por profissionais treinados do Lacen”, destaca a gerente.
Entre os casos notificados, quinze apresentaram resultado positivo em menores de 18 anos de idade. Todas as crianças apresentavam lesões cutâneas e/ou nas mucosas, nos membros superiores e/ou inferiores, no tronco, na face, na mucosa oral e na região inguinal. Contudo, não foram registradas internações nem óbitos.
Conforme avaliação dos dados, a prevalência de Monkeypox em crianças e adolescentes com idade até 18 anos no estado foi quatro vezes maior do que a estimativa geral no Brasil. Os dados sugerem uma mudança no perfil epidemiológico da Monkeypox em algumas áreas geográficas. Outra observação destaca a necessidade de melhorar a vigilância da doença entre a população, por meio de medidas educativas e preventivas para quem cuida de crianças.
Lacen e UFS realizam pesquisa sobre varíola dos macacos


