Em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), dezenas de servidores estaduais voltaram a pressionar os 24 parlamentares para que aprovem na Casa Legislativa uma auditoria das contas do Ipesaúde, bem como conduzam um processo de revogação da Lei 9.226/2023, a qual determinou os novos valores de contribuição do plano estadual de saúde. O ato público foi coordenado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), com parceria direta das entidades sindicais que compõem a sigla. Na concepção do presidente da Central, Professor Roberto Silva, ao longo dos últimos meses os trabalhadores têm buscado impulsionar o diálogo com os deputados, e com gestores do primeiro escalão do Poder Executivo Estadual.
“A nossa reivindicação é que o Governo do Estado revogue a lei do Ipesaúde, que está atacando a remuneração dos servidores de forma brutal, o que pode levar ao fim do Instituto, porque o serviço continua piorado e os descontos elevados”, destacou Roberto Silva. Dirigente do Sindicato dos Assistentes Sociais de Sergipe (Sindasse), Anselmo Menezes compartilhou com as declarações do presidente da CUT Sergipe. Na concepção do sindicalista, existem discursos incompatíveis com a realidade dos fatos. “Tivemos 2 meses de forró pago pelo governo do estado e agora o Estado está quebrado e não tem como pagar os trabalhadores da saúde? Essa história está mal contada. Quem está sem dinheiro não faz festa”, declarou.
No início da tarde de ontem, em contraponto às críticas apresentadas pelos servidores, a direção do Instituto de Previdência do Estado de Sergipe (IPES) emitiu nota pública destacando que: “manifestar-se faz parte da democracia e é direito de todo cidadão. A reestruturação da instituição é necessária e em breve os resultados provarão isso com a melhoria dos serviços e aumento do acesso.” Criado no Governo Luiz Garcia pela Lei nº 1.091 de 16 de dezembro de 1961, o Instituto trata-se de um plano de assistência à saúde destinado à servidores estaduais da Administração Direta; Autárquica e Fundacional, ativos e inativos; civis ou militares; e para pensionistas resultantes dos mesmos servidores.
FHS – Durante o ato em frente à Alese, os manifestantes impulsionaram ainda a luta pela renovação do contrato com a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). Conforme destacado pelos profissionais, direitos trabalhistas seguem congelados em virtude da possibilidade de extinção da FHS. “O clima é de incerteza e de insegurança para os trabalhadores que estão adoecidos e abalados emocionalmente, o que gera impacto em sua saúde como um todo. Com que cabeça vamos conseguir trabalhar sem saber como será o dia de amanhã?”, completou o presidente do Sindasse, Anselmo Menezes. Sobre este assunto, na próxima sexta-feira (24), haverá uma reunião na Secretaria de Estado da Saúde.
O encontro contará com a presença de representantes da Procuradoria Geral do Estado (PGE), e do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde de Sergipe (Sintasa); a perspectiva é que neste debate sejam abordados assuntos de interesse das categorias, em especial, àqueles que tratam do futuro da FHS.

