Milton Alves Júnior
Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), cadastrados junto ao Ministério da Saúde (MS) para receber insulina no Estado de Sergipe, estão denunciando a falta de insulina no Centro de Atenção à Saúde (Case). O medicamento é responsável por ajudar no transporte do açúcar do sangue para as células do corpo, onde será usado como energia. Quando se tem diabetes, o corpo não produz insulina, não produz o suficiente, ou ainda a insulina produzida não funciona adequadamente. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), reconheceu a denúncia dos usuários e revelou que o problema tem sido enfrentado em vários estados brasileiros. De acordo com a coordenação do Case, há um desabastecimento que foge do controle da gestão.
O Governo Federal, por intermédio do MS, emitiu nota pública indicando que trabalha para assegurar a adequada assistência à população e garantir o acesso aos medicamentos necessários para os tratamentos recomendados. Informou também que as insulinas análogas de ação prolongada (Glargina) fazem parte do grupo 1A e que o processo de aquisição está em andamento. Já o medicamento Vigabatrina faz parte do grupo 2 e a responsabilidade pelo financiamento, aquisição, programação, armazenamento, distribuição e dispensação é das secretarias de saúde dos estados. Sobre o repasse do medicamento, a SES informou no início da tarde de ontem que o Governo do Estado segue impulsionando os trabalhos a fim de regularizar o serviço.
Mesmo diante da escassez de insumo no mercado nacional, a Secretaria de Estado da Saúde destacou ainda que o estoque no Case foi normalizado na segunda-feira (11). “A gente tem sofrido com a ausência da insulina. Em sinal de desespero, cheguei até a mobilizar amigos, familiares e vizinhos para que eles pudessem me ajudar na compra do medicamento. Assim como eu, outras pessoas que também dependem do SUS para manter a saúde estável, precisaram recorrer às campanhas pessoais enquanto o estoque do Centro de Atenção não era reposto”, declarou Natalie Conceição. Apesar da recomposição de lotes no Case, ela revelou ter receio que o problema volte a atingir o sistema.
“A gente sempre fica com medo que isso volte a acontecer porque precisamos deste medicamento todos os dias. Se parar, nossa saúde fica frágil e problema maior vamos enfrentar. Por mais que o problema seja nacional – o que não deve ser utilizado como desculpa -, pedimos aos governos que busquem medidas emergenciais capazes de evitar que o Case volte a enfrentar este problema novamente”, completou a contribuinte. Após reajuste contabilizado no último mês de maio, atualmente o preço médio da insulina genérica é de R$ 130.


