Servidores do INSS iniciam greve em Sergipe

Foto: (Marcello Casal Jr/ABr)

Conforme destacado no início da semana passada pelo JORNAL DO DIA, os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Sergipe deliberaram favorável ao movimento grevista que acontece em todos os 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal. Entre as reivindicações da categoria estão recomposição de perdas salariais, valorização profissional e melhores condições de trabalho. A paralisação foi aprovada em plenária nacional realizada no último dia 13, convocada pela Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps). Neste primeiro momento, conforme garantido pela classe trabalhadora, a mobilização unificada não interfere no setor de perícia médica.
Neste período de instabilidade entre gestão e servidores, o INSS pede aos usuários do sistema que fiquem atentos às seguintes orientações: “mais de 100 serviços do órgão podem ser realizados pela plataforma ‘Meu INSS’, disponível para download em celulares com conexão com a internet e para acesso via computador. A Central de Atendimento 135 também funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h. Os segurados que necessitarem de algum serviço do INSS, como requerimento, cumprir exigência, solicitar auxílio-doença, por exemplo, podem usar esses meios. Ainda assim, a paralisação pode afetar os processos de concessão de benefícios como aposentadoria, pensões, Benefício de Prestação Continuada (BPC), atendimento presencial e análise de recursos e revisões.
É preciso deixar claro que a mobilização não atinge o setor destinado à perícia médica.” Na manhã desta segunda-feira, 22, os trabalhadores realizaram o primeiro ato público de pressão contra o Estado, com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sindprev-SE). De acordo com o coordenador Geral, Deivid Christian, há dois anos os profissionais buscam dialogar com os administradores federais, mas se esbarram com promessas não cumpridas. Esse não cumprimento, conforme destacado pelo representante sindical, está atrelado a uma serie de diálogos e comprometimentos firmados ainda no decorrer da gestão do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.

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