Operação policial combate fraudes de R$ 1,2 milhão

Dinheiro era usado para comprar celulares para venda e para empréstimos em cartões(Divulgação)

Com a missão de combater um grupo criminoso investigado por lavagem de dinheiro obtido em empréstimos bancários direcionados a empresas nas cidades de Estância, Itabaiana e Aracaju, logo nas primeiras horas de ontem a Secretaria de Estado da Segurança Pública deflagrou a Operação Fênix Fraudulenta. Coordenada pela Delegacia Regional de Estância e por peritos do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), a ação em conjunto contou ainda com uma parceria firmada com a Polícia Científica e o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/SE). Estima-se que o dano provocado contra as instituições financeiras supera a marca de R$ 1,2 milhão.
No que se refere ao nome da operação, a atividade recebeu esta identidade em razão da atividade do grupo criminoso, que criava empresas com vistas a adquirir empréstimos bancários. Após obterem os valores, os integrantes do grupo criminoso modificavam a titularidade da empresa e repassavam o dinheiro para outros locais, fazendo a lavagem dos valores. Responsável por conduzir os estudos, o delegado Renato Tavares informou que um dos escritórios do grupo funcionava em Maceió (AL), e todos os envolvidos são investigados pela prática de estelionato, falsidade ideológica e organização criminosa. Em um único dia, o grupo chegou a movimentar R$ 120 mil.
“Com o aprofundamento da investigação, descobrimos um núcleo em Aracaju que fazia esses empréstimos. Quando as instituições financeiras iam fazer as cobranças não encontravam as pessoas responsáveis pelas empresas que contrataram os empréstimos. Sem alvará para funcionamento, identificamos ainda que de Aracaju, surgiu Estância e Itabaiana, mas há outros vínculos em outras cidades sergipanas e também em outros estados”, afirmou Renato Tavares. Um dos investigados na operação costumava publicar conteúdos em redes sociais mostrando carros, caminhonete, jet ski e quadriciclo.
É também alvo da operação um escritório de contabilidade responsável por criar empresas destinadas à prática do golpe e também por transferir a titularidade para laranjas. Peritos da Segurança Pública não descartam a possibilidade de novos desdobramentos. Mesmo após respeitar o cumprimento de dois mandados de prisão e 10 decisões judiciais de busca e apreensão contra integrantes, a SSP pede que denúncias anônimas contendo informações capazes de colaborar com os estudos, sejam apresentadas. O compartilhamento destes dados deve ser feito a qualquer hora do dia por meio do Disque-Denúncia (181).
O sigilo é garantido. Profissionais do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (CIOSP 190) também permanecem à disposição para encaminhar as informações para o setor de inteligência da Polícia Civil. (MAJ)

Compartilhe esta notícia