Salva Junina marca início do ciclo junino

A noite desta quinta-feira (29), marcou o início oficial do ciclo junino em Sergipe com a realização da Salva Junina, no Centro de Criatividade, em Aracaju. O evento, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), reuniu sergipanos e turistas para celebrar o que há de mais autêntico nas tradições do ‘País do Forró’.
“No mês de junho não tem como não ficar feliz pelo nosso povo, pela nossa sergipanidade, que aflora cada vez mais com os festejos juninos. Hoje é um dia especial, pois simboliza a abertura oficial dos festejos. Aqui está o sentimento sergipano de comunidade, de cultura, de tradição e de história que representam o nosso ciclo junino”, declarou o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri.
O presidente da Funcap, Gustavo Paixão, também destacou a importância do evento. “A Salva Junina é realmente um grande pontapé para vivermos esses 60 dias intensos de muito forró e alegria. Estamos aqui no berço da nossa cultura, no Centro de Criatividade, onde há a presença da comunidade quilombola da Maloca, que é muito importante, e onde o forró é forte. Viva o ‘País do Forró'”, ressaltou.
Logo no início da programação, o público acompanhou a apresentação do grupo Peneirou Xerém, formado majoritariamente por integrantes da terceira idade e reconhecido como patrimônio cultural imaterial de Aracaju. Na performance, o grupo apresentou uma homenagem especial às mulheres lavadeiras.
Ao final da apresentação, a diretora Josefa Oliveira Santos relembrou a trajetória do grupo. “Há 36 anos eu fundei esse grupo cultural pelos centros sociais de Aracaju, por onde passei. Inicialmente, era composto por 46 idosos, cada um com sua história e sua alegria. Para mim, é uma grande satisfação e uma honra estar nesta programação, principalmente abrindo os festejos. Esse é um projeto muito importante para a nossa cultura junina, que não podemos deixar morrer”, afirmou
Um dos momentos mais esperados da noite, o grupo Imbuaça subiu ao palco com a ‘Ópera do Milho’, espetáculo teatral que mistura humor, religiosidade e elementos do teatro popular nordestino. A montagem, que voltou aos palcos em 2023 após 18 anos, arrancou risos e aplausos do público, fechando a noite com chave de ouro.
Outro destaque foi a participação de um dos maiores símbolos da cultura junina sergipana: o Barco de Fogo de Estância, reconhecido como Patrimônio Imaterial de Sergipe desde 2003. A tradicional corrida iluminou as ruas do bairro Getúlio Vargas, em Aracaju, e enfeitou o céu com fogos de artifício, simbolizando oficialmente o início dos festejos juninos no País do Forró.

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