Lixo nas ruas é o novo normal da Aracaju de Emília Corrêa

gilvanmanoel@jornaldodiase.com.br
.

Até o final das gestões Edvaldo Nogueira (PL), Aracaju sempre foi considerada uma Cidade Jardim, em função da limpeza e cuidados com os canteiros e jardins públicos. Hoje é o caos

.
O sexto mês de administração da prefeita Emília Corrêa (PL) começou como todos os outros, com a cidade completamente emporcalhada. A coleta de lixo domiciliar não cumpre a agenda definida pela Emsurb, responsável pela contratação emergencial da empresa Renova, a partir de fevereiro, com o encerramento do contrato com a Torre Empreendimentos.
.
Até o final das gestões Edvaldo Nogueira (PL), Aracaju sempre foi considerada uma Cidade Jardim, em função da limpeza e cuidados com os canteiros e jardins públicos. Hoje é o caos. A sujeira permanece nas ruas por muitos dias, sem qualquer explicação da prefeitura.
.
Esta semana houve uma nova paralisação dos trabalhadores da Renova, provocando a suspensão da coleta domiciliar, que só foi normalizada na quinta-feira (5). Apesar de a Emsurb garantir que faz os pagamentos em dia, a empresa sempre atrasa salários e/ou gratificações devidos aos seus empregados.
.
Na época da assinatura do contrato com a Renova, em fevereiro, o site da Prefeitura de Aracaju postou reportagem tratando a contratação da nova empresa como “modernização” dos serviços. Um trecho: “A Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), implementou, nesta quinta-feira (20 de fevereiro), as operações da Renova Serviços de Coleta Especializada LTDA, empresa contratada emergencialmente para o serviço de coleta domiciliar na capital. O novo contrato permite uma significativa economia e moderniza o serviço com a introdução de tecnologia de ponta. Com a frota composta por 31 caminhões novos — sendo 27 em rota diária e 4 de reserva — a operação teve início nos bairros logo nas primeiras horas da manhã, com a presença de cerca de 100 agentes. O objetivo foi acelerar o cronograma regular de coleta na zona Sul, bem como atender locais que sofreram com a interrupção do serviço na noite anterior, devido ao encerramento das atividades da Torre Empreendimentos”.
.
E completou: “A eficiência do novo sistema, aliado à redução de custos, tem como objetivo não só otimizar os serviços de limpeza, mas também fortalecer o compromisso da administração municipal com a modernização e a qualidade dos serviços prestados à população”, como enfatizou o presidente da Emsurb, Hugo Esoj. “A prefeita Emília Corrêa determinou a redução de custos sem comprometer a qualidade. Essa contratação emergencial gerou uma economia expressiva de R$ 33 milhões, alinhada à inovação e eficiência que a cidade precisava”, completou o presidente.
.
A prefeita participou pessoalmente do início das atividades da Renova, mas esta semana admitiu que a empresa não tem condições técnicas de realizar a coleta de lixo de Aracaju. O contrato vai até fevereiro de 2026, podendo ser renovado por mais quatro meses. Nesse período, a prefeitura deveria estar se preparando a realização da concorrência pública, o que não vem ocorrendo até agora.
.
O lixo é apenas o problema mais visível da administração Emília Corrêa. A SMTT conseguiu dar um verdadeiro nó no trânsito da cidade, a prefeita cobra voto de silêncio dos vereadores que integram a bancada governista, o que já provocou a saída do grupo do vereador Fábio Meireles (PDT), e agora alugou um carro blindado, ao custo de R$ 312 mil, para se livrar do assédio da população durante os seus deslocamentos.
.
Nesse curto período de mandado, Emília conseguiu fazer o que parecia impossível: uma gestão pior do que a do seu mentor, o ex-prefeito João Alves Filho, que administrou a capital pela última vez no período 2013/2016.
.
Entusiasmada apoiadora da gestão João, que interrompeu o ciclo de crescimento na cidade após amplo desenvolvimento a partir de 1985, Emília não enxergava defeitos na administração do aliado. Ao invés de denunciar o descalabro que viveu a Prefeitura de Aracaju naqueles anos, como vereadora fazia discursos defendendo o caos e justificando atrasos no pagamento dos servidores públicos.
.
Quando Edvaldo assumiu o seu terceiro mandato, em 1º de janeiro de 2017, Aracaju vivia o caos. Nos últimos dias da administração João Alves Filho, o então presidente do Tribunal de Contas do Estado, Clóvis Barbosa de Melo, era quem estava sendo o prefeito de fato. Era ele quem administrava os recursos da PMA para tentar concluir o pagamento dos servidores e, de última hora, as contas de energia para evitar que o novo prefeito assumisse com o seu gabinete às escuras.
.
Com o olhar complacente do Tribunal de Contas, Emília atropela as leis e os adversários para comandar a prefeitura como se fosse uma propriedade particular, cercada de familiares, inclusive o marido, pastor Itamar Bezerra, que comanda a Secretaria Municipal de Governo, e o irmão Paulo Corrêa Sob rinho na Secretaria de Cultura.
As trapalhadas de Emília são bem parecidas com a da administração João Alves Filho. A diferença é que desta vez os problemas começaram logo no início da gestão.
.
Pintura de Adauto Machado
.

Fábricas de fertilizantes

A primeira reunião sobre a retomada pela Petrobras das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafens), realizada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), definiu uma posição contra a terceirização da operação, alertando para os riscos que isso representaria para o meio ambiente e a segurança das comunidades do entorno das fábricas.
As duas plantas de fertilizantes foram devolvidas pela empresa Unigel à Petrobras, mas existe em curso um processo de licitação para contrato de O&M (Operação e Manutenção). Os trabalhadores que participaram da reunião discutiram propostas para que a retomada da produção seja feita pelos efetivos próprios da petrolífera. “Eles reforçaram o compromisso com a soberania nacional e a consciência de classe de que a luta não é apenas por empregos individuais, mas pela valorização do trabalho coletivo e pelo fortalecimento da empresa pública”, afirma Albérico Queiroz, diretor da FUP. Entre as propostas apresentadas durante o encontro estão: utilizar o pessoal experiente da Petrobrás; aproveitar a parada de manutenção para treinamento; apresentar um plano de viabilidade com pessoal próprio; considerar operar inicialmente uma das fábricas; e implementar um plano gradual de primeirização. Como encaminhamentos, ficou definida a elaboração coletiva de um material técnico para apresentar à Petrobrás uma contraproposta ao contrato de O&M.
.

Crise nas universidades

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) recebeu na terça-feira (3), o repasse financeiro realizado pelo Ministério da Educação (MEC) referente ao funcionamento das atividades no primeiro semestre de 2025. O repasse manteve o corte de aproximadamente 5% em relação ao valor inicialmente previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), e a UFS mantém contato permanente com o MEC.
Diante do cenário de limitação orçamentária, a instituição tem concentrado esforços na preservação dos serviços essenciais. Entre as prioridades estão o pagamento de bolsas e auxílios estudantis, fundamentais para a permanência dos alunos, os contratos com empresas terceirizadas e os custos com energia elétrica, item indispensável para a manutenção das atividades.
“Assumimos a gestão em março com um déficit superior a R$ 20 milhões no orçamento deste ano e com contas atrasadas desde outubro e novembro em algumas empresas.
Mais passageiros
O Nordeste do Brasil registrou mais de 12 milhões de passageiros nos dez principais aeroportos da região, entre janeiro e abril de 2025. O volume representa um acréscimo de 170 mil passageiros em relação ao mesmo período de 2019, antes da pandemia de Covid-19. Os dados constam no Relatório de Demanda e Oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Em comparação com 2024, o crescimento foi ainda mais expressivo: 668 mil passageiros a mais, o que representa um salto de 5,9%. Considerando apenas o mês de abril deste ano, foram registrados 2,8 milhões de passageiros, em voos nacionais e internacionais — resultado que segue a tendência nacional de recuperação.
O aeroporto já registrou 425 mil passageiros, um aumento de 6,8% em relação ao mesmo período de 2024.
.

Conectar o interior

Do senador Rogério Carvalho (PT) nas redes sociais: “Estive reunido com o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, para tratar da ampliação do acesso à internet e cobertura de telefonia celular nas regiões mais remotas do país, com atenção especial ao Norte e Nordeste, incluindo o interior de Sergipe.
“Por isso, defendi a inclusão digital como um direito essencial. A nova tecnologia via satélite em fase de homologação vai permitir levar sinal a comunidades que hoje estão completamente desconectadas.
“Levar sinal de internet e telefonia de qualidade ao interior não é só sobre tecnologia: é sobre acesso à educação, saúde, informação e participação cidadã.
“A inclusão digital é uma ponte para a redução das desigualdades regionais e para uma infraestrutura mais democrática e eficiente, como quer o presidente Lula”.
.
Entidades que compõem as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, como a CUT, demais centrais sindicais, partidos políticos, movimentos negros, estudantes, de moradia e outros, organizam um mutirão nacional de mobilização do Plebiscito Popular, entre os dias 6 e 8 de junho.
Lançado em abril deste ano, a consulta popular irá ouvir a opinião de trabalhadores e trabalhadoras sobre a redução de jornada de trabalho sem redução de salário, o fim da escala 6×1 e a isenção de pagamento de imposto de renda (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil por mês, além do aumento da taxação para quem ganha mais de R$ 50 mil mensais, como forma de justiça tributária.
A partir de agora, o Plebiscito Popular terá como meta a elaboração de comitês municipais, regionais, por local de trabalho, moradia, estudo e em todos os lugares, com o objetivo de construir uma grande votação que ocorrerá ainda em 2025.
Compartilhe esta notícia