Corpo da menina é enterrado em Itabaiana

Foi sepultado no início da manhã de ontem o corpo de Layla Sofia Santos Menezes, uma bebê de um ano e 11 meses, natural da cidade de Areia Branca – região da Grande Aracaju, vítima de um disparo de arma de fogo na cabeça. Foi constatado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), que a ação criminosa aconteceu na madrugada da última terça-feira, 24, tendo como autor dos disparos, Alex de Oliveira Nunes, de 28 anos. O sepultamento aconteceu em um cemitério público municipal, localizado no Povoado Rio das Pedras, em Itabaiana – região Agreste de Sergipe.
Durante o ato fúnebre, Valéria Menezes – mãe da criança, confirmou que não houve nenhum atrito entre o marido, condutor do veículo, com Alex Nunes. De acordo com ela, minutos antes dos disparos houve um pedido de ultrapassagem, o qual foi concedido pelo acusado; logo em seguida Alex teria perseguido o carro do casal e efetuado o tiro. Toda a ação foi registrada por imagens de câmeras de segurança instaladas em residências e pontos comerciais da região. Valéria Menezes falou ainda sobre o sofrimento provocado pela morte, bem como a dor em ter que dar amparo para a segunda filha do casal, de seis anos.
“Minha filha, ao saber da morte de Layla, começou a chorar e me abraçou perguntando como será nossa vida sem a presença da nossa pequenininha. Ela também fazia parte da alegria, era quem arrancava nossos risos logo pela manhã, e, hoje, nos vemos na escuridão sem ter motivo nenhum para sorrir. A única coisa que pedimos é que a justiça seja feita e que ele pague pela vida da minha filha e a nossa que seguimos buscando forças para continuar”, desabafou. Amparado por familiares e amigos, o pedido por cumprimento rigoroso da justiça foi defendido também pelo avô da vítima, José Santos.
“Imagine você tentar dormir e saber que a nossa família está destruída por causa de um monstro que decidiu pegar uma pistola e atirar contra o carro de uma família. Isso não se faz nem com animais, muito menos com uma família; mesmo que tivesse uma discussão, não teria justificativa”, afirmou. Sobre o pedido de punição.

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