Gestos da prefeita Emília Corrêa podem inviabilizar politicamente a sua administração

gilvanmanoel@jornaldodiase.com.br
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Se não mudar a forma de agir e parar com as picuinhas contra aliados, Emília Corrêa será a única responsável pela inviabilização política de sua administração

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Apesar de ter uma minúscula bancada na Câmara Municipal de Aracaju, nesses seis meses de mandato a prefeita Emília Corrêa (PL) conseguiu aprovar todos os projetos apresentados aos vereadores, inclusive um pedido de empréstimo de R$ 136 milhões para a renovação da frota de ônibus em Aracaju. Esses veículos, a exemplo dos 15 ônibus elétricos entregues na manhã de sexta-feira (27), serão cedidos às empresas que exploram o transporte coletivo, que antes eram responsáveis pela compra dos ônibus.
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Por enquanto, a prefeita vem tendo a boa vontade do governador Fábio Mitidieri (PSD) e de outros dirigentes partidários que controlam os vereadores. Mas o próprio governador já alertou que isso pode mudar a qualquer momento, em função dos gestos de Emília Corrêa em relação as eleições de 2026.
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Nesses seis meses, Emília provocou graves problemas para a sua própria administração, a exemplo da coleta de lixo. Rompeu o contrato com a Torre que realizava a coleta há mais de 20 anos, e firmou contrato emergencial, seis dias depois de ter assumido o cargo, com a Renova Serviços de Coleta Especializada Ltda, que cobrou o menor valor. Em poucos dias, a cidade se transformou numa lixeira à céu-aberto, forçando a prefeita, mais uma vez, a romper o contrato e buscar nova empresa, a Ramac Empreendimentos Ltda, que vem tentando normalizar a coleta desde meados de junho.
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Nesse período de crise, os vereadores acompanharam com cautela o processo evitando críticas mais contundentes, a não ser os quatro eleitos pela oposição – Elber Batalha (PSB), Iran Barbosa (Psol), Sônia Meire (Psol) e Camilo Daniel (PT) – e agora Fábio Meireles (PDT).
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No auge da crise do lixo, a prefeita foi obrigada a exonerar o radialista Carlos Ferreira da função de porta-voz, por ter feito ataques misóginos à deputada federal Yandra Moura (União Brasil) devido as suas críticas em relação ao lixo acumulado na cidade. Como continua fazendo a defesa intransigente da administração, suspeita-se que a exoneração foi apenas uma forma de dar satisfação a deputada, e que o ex-porta-voz teria sido contratado via Pessoa Jurídica para outras tarefas.
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No final de maio, a prefeita reuniu a base aliada na câmara para avisar que não aceitaria críticas feitas publicamente. Em entrevista à imprensa, Emília admitiu que quer os vereadores da base aliada mudos, ao menos em público, com relação aos problemas da sua gestão. E que esses problemas sejam levados à gestão e não à tribuna da Câmara Municipal.
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.“Se o vereador vai lá [tribuna] e fala ele tá no fórum errado”, afirmou, lembrando que foi vereadora por oito anos e quando tinha um problema na cidade levava para a tribuna da Câmara. “Só que eu não era situação, mas oposição, estava livre para levar meu entendimento, dos aracajuanos e aracajuanas”.
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O erro de Emília nesse emparedamento aos vereadores de situação foi ter feito declarações públicas, inclusive através da imprensa. Poderia ter tentado o enquadramento, com diplomacia, em quatro paredes, ou seja, no dia da reunião e não em entrevista à imprensa.
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Enquanto a prefeita destrata publicamente os vereadores que lhe dão sustentação, o governador Fábio Mitidieri (PSD) ofereceu um almoço no Palácio. Dezenove compareceram. Prestou solidariedade, disse que se sentissem acolhidos e abraçados pela fala infeliz de Emília.
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O governador lembrou que afirmou no início do ano aos 21 vereadores eleitos e capitaneados por ele e outros líderes que não fazia a política do quanto pior melhor e que quem achasse conveniente poderia apoiar a gestão da nova prefeita. Mas que diante do tratamento inadequado dela para com eles, que ficassem à vontade para deixar a gestão municipal.
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Nos últimos dias, o presidente da Câmara, vereador Ricardo Vasconcelos (PSD), vem dando demonstrações de irritação com a gestão Emília Corrêa. Denunciou a existência de um suposto “gabinete do ódio” na Prefeitura de Aracaju. Para ele, aliados da prefeita estão promovendo ataques organizados contra parlamentares por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, utilizando práticas semelhantes às de “milícia digital”.
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O presidente da Câmara criticou a prefeita e sua equipe: “A esperança dizem que é a última que morre, e eu ainda tenho a de que a prefeita Emília, o secretário de governo Itamar e os poucos lúcidos que tenham por ali, no entorno, assumam o controle disso e chamem o feito à ordem, porque a Câmara não aguenta mais tantos ataques. Eu já falei uma, vou falar a segunda vez, terceira, quarta. Até que o negócio azede de vez”.
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Se não mudar a forma de agir e parar com as picuinhas contra aliados, Emília Corrêa será a única responsável pela inviabilização política de sua administração.
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Pintura sobre tela do artista Edidelson
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Derrubada do IOF

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, disse na quinta-feira (26), em São Paulo, que não foi uma derrota do governo, mas do país, o resultado da votação do Congresso Nacional que derrubou o decreto presidencial de aumento em alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Em visita à Favela do Moinho, última comunidade localizada no centro da capital paulista, o ministro reforçou a jornalistas que o governo ainda vai avaliar se vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manter o aumento das alíquotas. Macêdo disse que o Planalto espera continuar dialogando com o Congresso.
“Eu não vejo isso como uma derrota do governo. Eu vejo como uma derrota do país e da justiça tributária. Eu acho que foi um erro esse processo, porque o IOF, como estava colocado, iria atingir 0,8% da população para fazer justiça tributária. Quem tem mais, pode pagar um pouco mais. No nosso país só paga imposto quem é assalariado. Eu espero que isso seja revisto, rediscutido e que possa encaminhar essa saída de forma politicamente acordada e que possa ter esse debate como tem que ter no Congresso e na sociedade e que se possa restabelecer esse processo de construção de justiça”, disse o ministro.
Para Macêdo, a votação de quarta-feira é parte de um processo democrático, e ele defende que o governo continue dialogando de forma permanente com o Congresso. “Eu acho que o diálogo tem que ser permanente. Nós somos um presidencialismo de coalizão, onde o Congresso Nacional tem muita força. Num passado recente, houve uma inversão de valores. O governo anterior abriu mão de governar, entregou o orçamento para o Congresso Nacional. É óbvio que o povo brasileiro elegeu Lula para governar, então, as atribuições do poder executivo foram restabelecidas. Então, esse é um processo de diálogo, é natural da democracia. Esse debate tem que ser feito de forma tranquila, de forma respeitosa, respeitando a autonomia dos poderes e continuar dialogando. Não tem nenhum rompimento de diálogo”, disse ele.
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Novo impasse na escolha de desembargador pela OAB-SE

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) iniciou na quinta-feira (26) o julgamento de um recurso que pede a anulação do edital do processo eleitoral para vaga de desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), pelo Quinto Constitucional, diante da ausência de reserva de vagas para Pessoas com Deficiência (PcD).
A ação foi movida pelo advogado Tony David da Silva Melo, representado pelo advogado Luciano Almeida. No processo, eles argumentaram que a ausência da reserva de vagas para PcD é inconstitucional, principalmente porque o edital já prevê ações afirmativas – com reserva de 50% das vagas para mulheres e 30% para pessoas negras e pardas.
Em primeira instância, o pedido de anulação do processo eleitoral foi negado pelo juiz federal Ronivon de Aragão, mas o recurso foi analisado pela 1ª Turma do TRF5, onde o desembargador Roberto Wanderley Nogueira, relator do processo, votou pela anulação do edital e pela obrigatoriedade de inclusão de ao menos 5% de vagas para PcD. No entanto, o julgamento foi suspenso após pedido de vista do desembargador Edvaldo Batista.
O processo de formação da lista sêxtupla já estava suspenso desde março, por decisão do desembargador Vladimir Souza Carvalho, que acatou pedido do advogado Aurélio Belém. Ele questiona a mudança no modelo de votação, que passou a ser híbrido, alegando prejuízo à participação direta da advocacia e risco de comprometimento da isenção do processo.
A OAB recorreu e aguarda decisão da 4ª Turma do TRF5, sob relatoria do desembargador federal Fernando Braga Damasceno. (Com o portal Infonet)
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Crédito consignado

Com a aprovação na Câmara na quarta-feira (25), agora será a vez de o Senado analisar a medida provisória que criou uma plataforma digital para centralizar a oferta de crédito consignado a trabalhadores formais, microempreendedores individuais (MEIs), empregados domésticos e trabalhadores rurais (MP 1.292/2025).
Por meio dessa plataforma (chamada de Crédito do Trabalhador), que está integrada à Carteira de Trabalho Digital, é possível comparar condições de financiamento entre diferentes instituições financeiras habilitadas, com regras específicas para cada categoria de trabalhador.
Segundo os defensores da medida provisória, a ideia é ampliar a transparência e a competitividade na concessão de empréstimos consignados. A plataforma foi lançada em 21 de março.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a plataforma já havia movimentado mais de R$ 14 bilhões, em 25 milhões de contratos, até o início de junho. Na ocasião, o ministério também informou que cerca de 63% das operações estavam concentradas em trabalhadores com renda de até quatro salários mínimos.
O texto aprovado no Plenário da Câmara dos Deputados na quarta-feira é a mesma versão que, antes, havia recebido parecer favorável na comissão mista designada para apreciar a medida provisória. O relator da matéria nessa comissão foi o senador Rogério Carvalho (PT-SE). Seu relatório inclui os trabalhadores por aplicativo entre os que podem ter acesso ao consignado.
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Governadores

Durante os festejos juninos no Arraiá do Povo, na quarta-feira (25), aconteceu um encontro entre o atual governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, e os ex-governadores Antônio Carlos Valadares, Jackson Barreto e Belivaldo Chagas. Faltou Albano Franco, que era o mais festeiro de todos, e hoje enfrenta problemas graves de saúde.
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