Governo articula reativação de estaleiro em Santo Amaro das Brotas

TÉCNICOS OBSERVAM ÁREA ONDE FUNCIONOU ESTALEIRO PORTO DAS REDES (Divulgação)
Visando atender às demandas da indústria naval e impulsionar o desenvolvimento regional, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Industrial de Sergipe (Codise) estão articulando, em parceria com a empresa SG Reparos Navais, a reativação do estaleiro Porto das Redes, localizado no município de Santo Amaro das Brotas. A recuperação do espaço representa uma oportunidade de geração de empregos, fortalecimento da cadeia produtiva local e ampliação das atividades portuárias em Sergipe.
Historicamente multifacetado, o estaleiro reflete a evolução econômica, social e cultural da região. No século XIX, a estrutura, situada no Rio Sergipe, facilitava o escoamento de produtos como açúcar e aguardente, além de ser um ponto estratégico para o transporte de pessoas e mercadorias. Ao longo das décadas, o estaleiro passou por diferentes fases e atividades, tendo sua administração mais recente ficado a cargo da antiga empresa Araújo Engenharia.
Para o gestor da Sedetec, Valmor Barbosa, a reativação do espaço significa atração de investimentos, fomento à mão de obra e diversificação da matriz econômica. “A revitalização do estaleiro representa um momento de realização para o desenvolvimento econômico de Sergipe. Estamos promovendo uma articulação entre o poder público e a iniciativa privada, por meio da parceria com a SG Reparos Navais, para transformar esse espaço histórico em um polo estratégico da indústria naval no Nordeste. O projeto resgata a relevância econômica de uma área que já foi essencial no passado”, destaca.
De acordo com a diretora da SG Reparos Navais, Vânia Lemos, a estimativa inicial aponta pelo menos mil postos de trabalho diretos já na fase de início das operações. “Com o funcionamento total da estrutura, esse número pode triplicar, considerando empregos diretos e indiretos. A expectativa é de que, em sua capacidade máxima, o empreendimento possa gerar até 20 mil empregos, impulsionado pela implantação de um terminal alfandegado e por um cais de atendimento com mais de 200 metros, capaz de operar simultaneamente até dez embarcações, a depender do porte”, pontua.
Com um investimento estimado superior a R$ 80 milhões, o projeto será executado ao longo de três anos, com o objetivo de estruturar o estaleiro para operar em todas as suas modalidades. A perspectiva é de que as atividades tenham início já no começo do próximo ano, em janeiro de 2026, com a fabricação dos primeiros componentes no próprio local. “A primeira produção será de balsas, destinadas a uma empresa de mineração do sul do país – um verdadeiro pontapé inicial para o funcionamento do estaleiro”, informa Chileno.
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