Combate ao Aedes aegypti exige atenção redobrada durante o período chuvoso

Sidney Sá reforça que cuidados básicos que devem fazer parte da rotina para evitar o surgimento de novos vetores (Igor Matias/Divulgação)

Com o período chuvoso, os cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti precisam ser redobrados. A combinação entre dias de chuva e sol cria um ambiente propício para a formação de criadouros e o desenvolvimento das larvas do mosquito, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. O alerta em Sergipe chega, ainda, com base nos últimos dados revelados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), que apontaram nove municípios do estado com alto risco de infestação do mosquito.
De acordo com o último Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pela SES, estão com índice que ultrapassa 4,0% os municípios de Nossa Senhora da Glória (6,6%), Simão Dias (6,3%), Cumbe (6,1%), Itabaiana (5,5%), Santa Luzia do Itanhy (4,8%), Malhador (4,6%), Riachão do Dantas (4,3%), Barra dos Coqueiros (4,1%) e Cedro de São João (4,0%). Outros 44 municípios apresentaram risco médio, com índices entre 1,0% e 3,9%. Já 21 foram considerados de baixo risco, com índice de 0% a 0,9%, e um município não realizou o levantamento.
O monitoramento é feito ao longo de todo o ano e, segundo a gerente de Endemias da SES, Sidney Sá, são realizados seis LIRAas por ano, um a cada dois meses. “A partir desse monitoramento, fazemos o acompanhamento junto aos municípios. Aqueles que apresentam índices altos, com percentual acima de 4% de imóveis com larvas do mosquito, recebem atenção especial, mas sem descuidar dos demais”, explica.
Sidney reforça que a vigilância é feita em todo o território sergipano, e que o diálogo com os municípios é constante. “Como o estado é pequeno, com apenas 75 municípios, conseguimos acompanhar todos. Aqueles que apresentam índices elevados recebem orientações para intensificar as ações. Fazemos um trabalho de monitoramento quase diário com a equipe técnica da SES, voltada ao controle das arboviroses”, destaca.
A gerente de Endemias também orienta a população sobre medidas simples que podem fazer a diferença na prevenção. “É preciso eliminar os focos de água parada, lavar os reservatórios e as lavanderias ao menos uma vez por semana. São cuidados básicos que devem fazer parte da rotina para evitar o surgimento de novos vetores”, afirma.

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