* Rômulo Rodrigues
O domingo 7 de setembro deu o tom e as cores da força de quem defende a soberania do nosso país, deixando a vergonha a vergonha para quem estava na Av. Paulista exibindo um enorme e cara bandeira dos EUA como representação da pátria dos traidores.
Enquanto nos 4 cantos do país ecoou o grito de “Sem Anistia” como um brado retumbante a reafirmar que o Brasil é um país soberano e jamais será subordinado a outro que é reconhecido no mundo como rasgador de constituições alheias e esmagador de soberanias, para saquear riquezas como xerife do mundo.
Antecipando a comemoração da magna data quem dá posse ao seu diretório estadual, consagrado pela ampla maioria de mais de 10 mil votantes filiados, o Partido dos Trabalhadores de Sergipe nascido do amálgama de professores da Universidade Federal de Sergipe, militantes sindicais bancários, se agiganta com a pujança vinda dos chãos das Fábricas NITROFÉRTIL E PETROMISA e da oposição sindical petroleira, incorporando o sindicalismo rural dos trabalhadores de nossa Senhora da Glória e Poço Redondo e hoje esbanja ter 37.574 filiados, único partido do país a eleger seus dirigentes pelo voto direto.
No momento, a expectativa da maioria do povo brasileiro é que, desta vez, golpistas traidores da pátria sejam condenados a penas máximas e vão viver seus próximos dias, meses, anos e décadas com um fim semelhante ao ditador argentino Jorge Rafael Videla responsável por mais de 30 mil mortos por execuções e torturas, preso e condenado, encontrado morto sentado no vaso sanitário da prisão e apenas um dos seus 7 filhos veio reconhecer o cadáver e saber que 3 cemitérios se negaram a proceder o enterro.
O Brasil, pela 1ª vez encara o desfio de reescrever sua história e deverá estabelecer um novo marco civilizatório com condenações severas aos criminosos remanescentes de ditadores como; Castelo Branco, Costa e Silva, Garrastazu Médici Geisel, Figueiredo e torturadores como Brilhante Ustras como resposta aos que diante das verdades dos seus crimes hediondos, se ajoelham e pedem perdão, acreditando na falta de memória coletiva, para se rearmarem e tentarem dar novos golpes.
O Brasil não pode mais apagar de sua história os sucessivos erros de perdões a golpistas que vêm desde o império onde se destacou o capitão do exército Hermes da Fonseca que perdoado, foi presidente da República.
Também não pode ser esquecido que a tomada do poder por Getúlio Varga em 1930, foi um golpe, que derrubou um presidente eleito pelo voto, sem clamor de anistia, para sete anos depois aparecer um documento chamado Plano Cohen, elaborado por oficiais do exército em cima de uma histeria do antissemitismo e o anticomunismo.
Daí, qualquer semelhança hoje, não é mera coincidência com o golpe de 31 de agosto de 2016 e a reedição da organização criminosa sob Jair Bolsonaro.
Derrubado Vargas e reinstalada a democracia em 1945, os gorilas, como fogo que queimava nos monturos dos quartéis não engoliram a volta de Getúlio ao poder pelas mãos do povo em 1950 e perdoados e anistiados, continuaram agindo para tornar o país uma colônia dos EUA.
Com o suicídio de Vargas e a eleição de Juscelino Kubitschek, logo tentaram sua deposição nos primeiros dias de governo em 1956, comandada pelo major da aeronáutica, Haroldo Veloso, que junto com seus comparsas foram todos anistiados, pelo bondoso JK, que deixou a seguinte certeza; golpista anistiado ontem será golpista hoje e sempre e foi o que aconteceu em outra tentativa em 1959.
Bom, para encurtar a história; no golpe de 1º de abril de 1964 estavam todos os santinhos perdoados de antanho, de armas na mão para mais um golpe que implantou uma ditadura militar corrupta e sanguinária que, diferente de hoje, quando os interrogatórios eram feitos com confissões em sessões de torturas, e os que admitiam o que os algozes queriam e os que silenciavam tinham o mesmo destino; a morte.
Porém, o que parecia ser um desfecho favorável para a consagração da soberania da Nação, eis que surge o voto deletério de um ministro de fancaria para enlamear a consagração do Supremo Tribunal Federal e nos fazer lembrar o que disse o heroico presidente Salvador Allende: “O mundo estaria salvo se os homens de bem tivessem a mesma ousadia dos canalhas”.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

