Milton Alves Júnior
Até o início da noite de ontem, onze bairros de Aracaju permaneciam sem o sistema de abastecimento de água regularizado por parte da Iguá Saneamento – empresa privada responsável por operacionalizar o serviço. Conforme destacado pelo JORNAL DO DIA, a crise deste fornecimento teve início há exatamente uma semana, quando a adutora do São Francisco rompeu por duas vezes no município de Capela, região do Leste Sergipano. Desde o início desta crise, pelo menos 850 mil pessoas foram impactadas diretamente. No auge do problema, foi constatado que a interrupção do serviço atingiu 210 mil residências em Aracaju; nove mil na Barra dos Coqueiros; e 60 mil em Nossa Senhora do Socorro.
Na manhã de ontem, em comunicado oficial, a Iguá informou que o reabastecimento gradual começou na noite da última segunda-feira (15), mas ainda há locais onde a água não chegou com força suficiente devido à necessidade de recompor reservatórios esvaziados durante a interrupção do serviço. A expectativa por parte da empresa é que o sistema seja normalizado nas próximas horas. A relação dos bairros com o serviço ainda instável apresenta as seguintes comunidades: Japãozinho, bairro América (parte alta), 13 de Julho (parcial), Suíssa (parcial), Dom Luciano (parte alta), Inácio Barbosa, Luzia (parcial), Farolândia, São Conrado, Aeroporto e Santa Maria (parte alta). Após esta publicação, o Governo de Sergipe e a Iguá voltaram a enfrentar críticas.
Moradores do Augusto Franco, Orlando Dantas e São Conrado estão denunciando a continuidade do problema, bem como a busca por soluções e respostas por parte da empresa vencedora do processo de concessão por 30 anos, planejado pelo governo do estado de Sergipe no segundo semestre do ano passado. O JD destaca que este projeto foi aprovado por maioria absoluta pelos deputados e deputadas que compõem a 20ª composição da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese). Para amenizar os transtornos, a administração estadual informou que 82 caminhões-pipa foram disponibilizados para espaços essenciais, a exemplo de unidades hospitalares, básicas de saúde, creches e asilos. Não foi anunciado quantos destes caminhões permanecem em operação.


