Milton Alves Júnior
Depois de 24 horas com parte das atividades suspensas, condutores de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), normalizam na manhã de hoje o fluxo de assistência prestada pela classe trabalhadora. A paralisação de 24h foi deflagrada após os servidores denunciarem que o Governo de Sergipe não se mostra interessado em atender as pautas de reivindicação da categoria, com destaque para a equiparação salarial e a valorização profissional. No decorrer deste ano o governo propôs reajuste de 5%, enquanto a inflação acumulada é de 5,46%.
De acordo com a direção do Sindicato dos Condutores de Ambulância de Sergipe (Sindconam), é perceptível que os trabalhadores enfrentam uma defasagem nos vencimentos e reivindicam igualdade de remuneração entre os profissionais que exercem as mesmas funções. Presidente da entidade sindical, Adilson Ferreira não descartou a possibilidade de a categoria se reunir em assembleia extraordinária e deliberar por greve em todo o território sergipano. Para que esta medida não seja aplicada, o sindicalista defende a aceitação das reivindicações como única solução.
“Defendemos que o aumento acompanhe pelo menos a inflação. O impacto financeiro disso seria pequeno em relação ao total da folha do Estado, cerca de R$ 63 mil ao ano, o que representa menos de 1% do gasto anual com pessoal. Na prática, o reajuste significaria um acréscimo de cerca de R$ 280 a R$ 300 por servidor. Estamos mostrando que a categoria está unida e disposta ao diálogo, mas também que não aceita mais o desrespeito e a desigualdade”, destacou.
Em contraponto o Governo do Estado disse estar disposto a valorizar os servidores, garantir a continuidade dos serviços e fortalecer a rede de saúde em Sergipe. “A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que acompanha, com respeito e atenção, o movimento do sindicato que representa os condutores de ambulância (Sindiconam) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe) e destaca que mantém diálogo permanente com as entidades sindicais, buscando construir alternativas viáveis e responsáveis para o atendimento das demandas apresentadas, dentro das possibilidades legais e orçamentárias do Estado. A SES destaca que apresentou proposta de reajuste salarial no valor de 5% e manutenção dos benefícios do Acordo Coletivo, além de inclusão do benefício de 1 (uma) folga em alusão ao dia das categorias profissionais da área da saúde.”

