Polícia Científica identifica adulteração em  bebidas alcoólicas apreendidas pela PC em  Socorro

No caso do teor alcoólico presente nesses líquidos, todos os resultados ficaram fora dos parâmetros esperados, segundo perito (Divulgação)
A Polícia Científica (PCi) informou que o Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF) identificou adulteração em bebidas alcoólicas. O material foi apreendido no município de Nossa Senhora do Socorro no final do mês de outubro e encaminhado para a Central de Flagrantes. Entre as adulterações, estava a alta concentração de etanol no líquido. O laudo pericial, resultado de análises e exames realizados em 200 garrafas de sete tipos diferentes de bebidas, como whisky, gin e vodka, já foi encaminhado pelo IAPF à unidade de investigação da Polícia Civil.
De acordo com o perito criminal Nailson Correia, para a constatação da adulteração, foram realizados exames que integram os procedimentos de verificação das substâncias presentes no líquido. “Dentro do IAPF, avaliamos principalmente o teor alcoólico – o teor de etanol – presente nesses líquidos, e todos os resultados ficaram fora dos parâmetros esperados. Esses níveis de etanol, quando ingeridos, podem causar problemas à saúde”, evidenciou.
Além da análise no líquido que possibilitou atestar a adulteração, os peritos criminais do IAPF também realizaram os demais procedimentos periciais inerentes às garrafas, que identificaram alterações nas embalagens. “Analisamos as garrafas, rótulos e lacres, e em todos os itens examinados identificamos de dois a quatro elementos que indicam falsificação”, relatou Nailson Correia.
Pré-Caju – No Pré-Caju, que acontece entre até o próximo domingo (15), a PCi estará com equipes plantonistas para perícias em situações de suspeita de adulteração de bebidas. “Estamos integrando uma força-tarefa com a Polícia Civil, a Polícia Militar, o Ministério Público e o Procon, colaborando nas perícias que verificam possíveis indícios de adulteração em bebidas comercializadas durante o evento”, ressaltou o perito criminal.
“Orientamos ao consumidor que vai aproveitar o Pré-Caju para redobrar a atenção. Ao comprar bebidas em locais pouco conhecidos, verifique se as garrafas estão devidamente lacradas e se os volumes são semelhantes. Diferenças entre as garrafas, sinais de desgaste ou rótulos danificados podem indicar adulteração. Caso identifique algo suspeito, entre em contato com o 190 ou o 181”, finalizou Nailson Correia.
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