Lojas de Aracaju ficam vazias durante Black Friday

Milton Alves Júnior

Sem amplo fluxo de consumidores, a campanha varejista ‘Black Friday’ em Sergipe demonstra mudança de postura por parte dos consumidores se comparado com o mesmo período dos anos anteriores. Na tarde de ontem o JORNAL DO DIA esteve na região central de Aracaju, e, em conversa com lojistas, identificou que o setor comercial é responsável por este comportamento. De acordo com a dirigente lojista Marcela Aquino, a oferta antecipada de desconto tem conquistado a atenção dos consumidores antes mesmo da data simbólica. Este ano a Black Friday deve movimentar R$ 5,4 bilhões no comércio do país; o maior percentual pode ficar com hiper e supermercados.
“Essa campanha no Brasil está mudando ao longo dos anos porque as lojas estão antecipando demais. Se antes os grandes descontos eram somente na última sexta-feira de novembro, agora as ofertas já começam com 15 dias antes; as vezes até já na primeira semana do mês. Pra completar, algumas lojas também estendem a black friday para o início de dezembro. As vendas estão boas, mas sem as movimentações intensas em um dia apenas”, avaliou a comerciante. A projeção da Confederação Nacional do Comércio (CNC) representa crescimento de 2,4% em comparação com o ano passado (R$ 5,27 bilhões), já descontada a inflação do período.
Diante do balanço geral realizado após esta data, entende-se que a Black Friday ocupa a quinta posição entre os momentos mais importantes para o comércio, ficando atrás apenas do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais. Em geral, os setores que podem ter maiores vendas são: hiper e supermercados: R$ 1,32 bilhão; eletroeletrônicos e utilidades domésticas: R$ 1,24 bilhão; móveis e eletrodomésticos: R$ 1,15 bilhão; vestuário, calçados e acessórios: R$ 950 milhões; farmácias, perfumarias e cosméticos: R$ 380 milhões; e livrarias, papelarias, informática e comunicação: R$ 360 milhões.

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