Delegacia Virtual da Mulher amplia acesso à proteção e fortalece combate à violência

Ferramenta permite registro de ocorrência e solicitação de medida protetiva on-line (Erick O'Hara/Divulgação)

Um dos principais avanços no combate à violência contra a mulher é a Delegacia Virtual da Mulher (Devir Mulher), iniciativa que integra o Projeto Poly, lançado em junho de 2024, com o objetivo de ampliar o acesso das mulheres vítimas de violência doméstica aos serviços de proteção, acolhimento e justiça, de forma ágil, segura e totalmente virtual. A ferramenta pode ser acessada pelo link portalcidadao.ssp.se.gov.br/DelegaciaVirtual.
Por meio da plataforma, é possível registrar a ocorrência e solicitar a medida protetiva de urgência sem a necessidade de deslocamento até uma delegacia física. A ferramenta foi criada para alcançar, especialmente, mulheres que, por medo, vergonha, dependência emocional ou dificuldades logísticas não conseguem buscar ajuda presencialmente.
Segundo a delegada Clarissa Lobo, responsável pela Delegacia Virtual da Mulher e integrante do Núcleo de Modernização e Inovação Tecnológica (Numit), o projeto funciona como um facilitador de direitos já garantidos em lei. “Criamos um caminho para que a mulher chegue até a medida protetiva à qual já tinha direito, sem precisar, necessariamente, se deslocar até um local físico. Somos facilitadores para que ela alcance esse direito de forma rápida, prática e segura”, destaca.
A Devir Mulher funciona 24 horas por dia, com possibilidade de agendamento do atendimento virtual entre 7h e 0h, de segunda a segunda, respeitando o horário mais conveniente para a vítima. O atendimento é realizado por uma equipe formada exclusivamente por mulheres, capacitada continuamente para oferecer escuta qualificada, acolhimento e orientação adequada.
O contato pode ser feito por celular, tablet ou computador, além de encaminhamentos realizados pelo Disque 180 ou, em situações emergenciais, pelo 190. Após o primeiro registro, a equipe entra em contato com a vítima para sanar dúvidas e, quando autorizado, realiza a gravação do vídeo declaratório, que substitui o depoimento presencial. “Muitas mulheres não conseguem ir até uma delegacia por diversos motivos: medo, vergonha, dependência emocional ou até pela dificuldade de deslocamento, principalmente no interior. Às vezes, sair de casa já representa um risco. A delegacia virtual existe justamente para abraçar essas mulheres e permitir que elas busquem ajuda de forma segura”, explica Clarissa Lobo.

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