Sem previsão de alta, permanece internado em observação no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), zona Norte de Aracaju, um homem suspeito de sofrer intoxicação por metanol. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o paciente foi atendido inicialmente no Hospital Regional José Franco Sobrinho – localizado no município de Nossa Senhora do Socorro, mas em decorrência da gravidade apresentada no quadro clínico, precisou ser transferido com brevidade para o Huse. O processo de investigação deste caso também conta com o apoio técnico de peritos da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), por intermédio da Superintendência da Polícia Civil.
Em comunicado oficial a corporação revelou que segue apurando o caso, notificado pelo Hospital Zé Franco na última segunda-feira, 19. A primeira etapa destas apurações esteve debruçada na coleta de amostras de sangue e urina da vítima, ainda no dia da notificação, para a confirmação, ou não, da intoxicação. Apesar da suspeita, o infectologista Marco Aurélio, diretor de Vigilância em Saúde, destacou que até o final da manhã de ontem não havia confirmação. “Ainda não temos a identificação de nenhuma bebida suspeita, nem o local onde houve a ingestão. Nesse momento, é acompanhar clinicamente o paciente, aguardar os exames e verificar quais agentes infecciosos que podem causar quadro semelhante”, disse.
Desde o início de agosto do ano passado, o Brasil tem enfrentado um surto de intoxicações por metanol, uma substância química adicionada ilegalmente em bebidas alcoólicas para substituir o etanol, por ser mais barato. A última atualização, divulgada pelo Ministério da Saúde, confirmou que o país ultrapassou a marca de 150 casos suspeitos, com pelo menos 121 notificações de contaminação por metanol. Hospitais foram organizados, mesmo fora das áreas com confirmação de contaminação, como em estados das regiões Norte e Centro-Oeste. Os Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), primeira rede de alerta, assumiram a frente na detecção, enquanto a vigilância sanitária e as polícias atuaram nos locais de venda e consumo. (MAJ)


