“Falta de medicamento no CASE é resultado da falta de planejamento do Governo do Estado”, critica Linda Brasil

A DEPUTADA LINDA BRASIL(Divulgação)

A deputada Linda Brasil (Psol) repercutiu, na tribuna da Assembleia Legislativa de Sergipe, as denúncias de usuários do Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (CASE) sobre a falta de medicamentos. Linda destaca a ausência de Somatropina, medicação que auxilia no crescimento das crianças.
A parlamentar alerta que essa deficiência no abastecimento de medicamentos é recorrente e aponta “jogo de empurra” do Governo para se eximir da responsabilidade pela falta de abastecimento. “A desculpa é sempre a mesma. Alegam que o Governo Federal deve fornecer esses medicamentos. Mas o fato é que, se houvesse um planejamento adequado, isso não ocorreria. O Governo de Sergipe deve ter compromisso com os cidadãos e cidadãs e não entrar nesse jogo de empurra”, salientou.
Linda estimula que a população formalize denúncias para pressionar as instituições a adotarem medidas com maior celeridade. “Infelizmente, como ocorre com a Secretaria da Assistência Social, só há um olhar mais humanizado quando acontece uma denúncia ou mobilização, quando a sociedade se organiza coletivamente. Então, é importante denunciar. É preciso ter consciência de que a saúde é um direito fundamental. Não dá para normalizar a falta de cuidado e responsabilidade com a saúde”, alertou a parlamentar.
Linda também destacou, durante a sessão plenária, a programação especial da campanha “Maio Roxo”, de luta contra a fibromialgia e doenças correlatas. Diante disso, a parlamentar divulga a programação promovida pela Associação Sergipana de Fibromialgia e Doenças Correlatas (ASFIBRO), no próximo sábado (9), com a Primeira Caminhada Estadual da Visibilidade Roxa. A ação será desenvolvida na Orla de Atalaia, com concentração em frente aos Arcos da Orla, a partir das 14h.
A caminhada busca conscientizar a sociedade sobre a fibromialgia, uma condição de dor crônica e invisível que, de acordo com dados divulgados pela associação, afeta entre 2% e 3% da população brasileira. Em Sergipe, estima-se que 70 mil pessoas convivam com a doença, em sua maioria mulheres entre 35 e 45 anos.
“Desde que aprovamos a Lei nº 9.293/2023, que assegura às pessoas com fibromialgia os mesmos direitos das pessoas com deficiência (PcD), esses movimentos vêm crescendo e essas pessoas que convivem com fibromialgia vêm se organizando. Isso é muito importante para que a efetivação da lei seja cobrada e aplicada pelo Governo do Estado”, declarou Linda Brasil.

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