Laudos apontam que gatos mortos na UFS foram atacados por cães

A comunidade de gatos no Campus da UFS em São Cristóvão é grande (Divulgação)

Os primeiros dez laudos periciais relacionados à investigação sobre a morte de 14 gatos comunitários no campus de São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe (UFS) foram concluídos. Os exames iniciais apontam que o padrão das lesões identificadas nos animais é compatível com ataques provocados por canídeos.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os primeiros exames periciais indicam que o padrão morfológico das lesões observadas é compatível com ação mecânica decorrente de mordeduras. “O que indica a perícia é que esses gatos foram atacados por outros animais, muito provavelmente cães que circulam pelo campus da universidade”, explicou o delegado Hugo Leonardo, responsável pela investigação.
A perita veterinária Mariana Lumack, responsável pelos exames, destacou que a conclusão decorre da análise conjunta das lesões externas e internas observadas durante o exame necroscópico. “Além de lesões perfurantes e hematomas, identificamos fraturas em costelas e vértebras, além de lesões concentradas principalmente nas regiões cervical e torácica, características compatíveis com mordeduras de canídeos”, detalhou.
Até o momento, dez laudos foram concluídos pela Polícia Científica, todos com conclusões compatíveis com ataque por canídeos. As demais análises periciais seguem em andamento. Conforme explicou a perita veterinária Vera Silva, embora os laudos necroscópicos apontem, em sua maioria, traumas provocados por mordeduras como causa das mortes, a conclusão definitiva da investigação depende da análise do conjunto completo de exames.
Durante as investigações, a Delegacia de Proteção Animal e Meio Ambiente (Depama) identificou alguns tutores de cães que costumam circular livremente pelo campus da universidade. Essas pessoas já foram intimadas para prestar esclarecimentos, e a eventual responsabilização dependerá da conclusão das investigações e da análise do conjunto probatório.
Segundo o delegado Hugo Leonardo, os animais identificados são classificados como semidomiciliados, permanecendo soltos durante o dia e retornando às residências de seus tutores no período noturno.
A Polícia Civil ressalta que as investigações continuam com a análise dos laudos periciais ainda pendentes, incluindo os exames toxicológicos, além da realização de outras diligências para esclarecer todas as circunstâncias das mortes e apurar eventual responsabilização dos tutores dos animais identificados.

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