Professores entram no segundo dia de greve por retomada da carreira

ONTEM, A CATEGORIA PROMOVEU ATO PÚBLICO NO CALÇADÃO DA JOÃO PESSOA (Divulgação/Sintese)

Milton Alves Júnior

Pelo segundo dia consecutivo, professores da rede estadual seguem com as respectivas atividades suspensas. Aprovada em assembleia geral, a medida tem como objetivo central pressionar o governador Fábio Mitidieri por não cumprir a decisão judicial que torna obrigatória a retomada dos escalonamentos da carreira do magistério de 40% a 100%, como era até 2011. Pela direção da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), logo mais a partir das 15h30, a categoria realizará uma marcha nas ruas de Aracaju.

O ato público está previsto para sair da frente do Iate Clube em direção do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), na região central da cidade. Pela administração estadual foi informado que o Poder Judiciário determinou que o Sintese não realizasse a paralisação diante da ausência de comprovação de comunicação prévia e da inexistência de um plano operacional concreto de continuidade dos serviços por parte do sindicato. Em caso de descumprimento da determinação judicial, foi fixada multa diária de R$ 60 mil, limitada ao valor de R$ 600 mil.

Em nota pública, a Secretaria de Estado da Educação lamentou a decisão do sindicato, afirmando que a paralisação compromete o ano letivo e prejudica o aprendizado dos alunos. “As gestões escolares, professores, merendeiras, vigilantes e os estudantes monitores garantirão o acolhimento, a alimentação escolar, o transporte e a segurança dos estudantes na capital e em todos os municípios sergipanos”, disse. Em contraponto a entidade sindical afirmou que a retomada dos escalonamentos da carreira foi um compromisso do Governo e que precisa ser respeitado.

“Essa garantia foi feita com o magistério, o que motivou o fim da greve em março deste ano. Havia um compromisso do Governo de estabelecer um processo de negociação para cumprir a decisão do STF. No entanto, não houve tal negociação e agora a tentativa de calote. Por isso, é fundamental seguirmos com unidade em nossa luta e aderir com força total a estas 48 horas de greve.

Esperamos professoras e professores na rua e na luta, nos dias 26 e 27 de agosto. A Lei 213, a lei que destruiu a carreira dos professores estaduais, é inconstitucional. Há um ano o Governo já tinha que estar cumprindo a lei”, protestou o Sintese.

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