Milton Alves Júnior
O mais recente Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado na manhã de ontem pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), indica que capital sergipana apresentou uma redução de 0,6 ponto percentual em relação à pesquisa realizada em julho, quando o índice foi de 1,5%; há três meses, o índice geral foi de 0,9%. Dos 48 bairros avaliados, 32 foram classificados como de baixo risco e 16 como de médio risco. Nenhum território apresentou alto risco no levantamento atual, que também identificou redução nos indicadores de diferentes regiões da cidade. Este estudo foi realizado entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro, em todos os bairros de Aracaju.
Entre os avanços registrados estão os bairros Luzia, que reduziu o índice de 4,8% para 1,8%, e Suíssa, que passou de 4,4% para 0,6%. Também apresentaram redução Getúlio Vargas, de 3,5% para 0,6%; Grageru, de 3,4% para 0,6%; e 13 de Julho, de 3,1% para 0,9%. Em comunicado oficial a SMS destacou ainda que apesar da redução do índice geral, a Vigilância em Saúde mantém o monitoramento dos territórios com maior vulnerabilidade e acompanha a distribuição das notificações e confirmações de arboviroses. O bairro Cidade Nova passou de 2,6% para 3,0%, enquanto Dom Luciano registrou índice de 3,5%, indicando a necessidade de intensificação das ações de campo nessas áreas.
“As equipes realizaram 67.400 visitas e inspecionaram 1.512 pontos estratégicos. Em julho e agosto foram realizados 155 tratamentos focais com larvicida residual e 47 tratamentos perifocais com inseticida. As ações de bloqueio incluíram a aplicação de UBV costal em 436 quarteirões de 32 localidades, alcançando 21.512 imóveis. O levantamento apontou que a maior parte dos criadouros identificados continua dentro dos imóveis. Depósitos utilizados para armazenamento de água, como tonéis e lavanderias, concentraram 57,5% dos focos encontrados. Vasos de plantas, recipientes para água de animais, reservatórios de geladeiras e outros depósitos domiciliares responderam por 27,7%”, informou a SMS.
A realização gradativa do LIRAa busca proteger a população e minimizar os riscos de complicações clínicas enfrentadas por cada paciente diagnosticado com alguma das doenças transmitidas. A Prefeitura de Aracaju voltou a enaltecer que o Aedes utiliza todo tipo de recipiente capaz de acumular água para depositar seus ovos; a Secretaria Municipal de Saúde garantiu ainda que haverá aplicação de larvicidas e fumacê (UBV costal) prioritariamente nos bairros em situação de vulnerabilidade. A eliminação de criadouros dentro dos imóveis contribui para reduzir a proliferação do Aedes aegypti e, consequentemente, os riscos de transmissão de dengue, zika e chikungunya.


