Luno lança Mantracaru, seu segundo álbum de estúdio, já disponível nas plataformas digitais. Cinco anos após Homo Pacificus (2021), o artista sergipano apresenta oito faixas que ampliam sua pesquisa musical e aproximam psicodelia brasileira, rock progressivo, jazz, referências nordestinas, pop dos anos 1960 e arranjos orquestrais.
O disco percorre diferentes atmosferas e combina fantasia, espiritualidade, crítica social e reflexão sobre o comportamento humano. Para Luno, o álbum representa uma ampliação de sua linguagem sem romper com a trajetória iniciada no primeiro trabalho.
“Eu vejo o Mantracaru como uma travessia poética entre o cotidiano e o mítico, espaço musical onde eu misturo psicodelia brasileira, espiritualidade, imaginário nordestino e reflexão social. É uma obra sobre permanecer sensível, consciente e vivo diante das contradições do mundo”, afirma.
Entre luz e sombra – A jornada começa com “Aos Amigos, Um Abraço” e passa por diferentes universos sonoros até chegar à faixa-título, “Mantracaru”, que encerra o álbum em uma atmosfera mais mantrica e transcendental.
Entre os destaques estão “Epopéia de uma Vida Feliz”, com referências aos Beatles e Beach Boys; “O Bando do Café da Manhã”, marcado pela psicodelia de Syd Barrett, Pink Floyd e Os Mutantes; e “Seres de Pano”, segundo single do projeto, que explora uma atmosfera mais sombria por meio de piano, cordas, percussão sinfônica e sonoplastia.
Os arranjos de cordas de “Colorida Barca” e “Seres de Pano” são assinados por James Bertisch, com participação de músicos da Orquestra Sinfônica de Sergipe (ORSSE): Thiago Salvino (violoncelo), Fabíola Fontele (viola), Junior Vanzella e Francisco Júnior (violinos). Bertisch também participa de “Seres de Pano” com tímpano e tam-tam.
Luno Torres assina voz e baixo, acompanhado por Léo Airplane, nos pianos, teclados, sintetizadores, guitarras, violão e efeitos sonoros, e Gabriel Perninha, na bateria e percussão.
Um novo momento – O título Mantracaru une “mantra”, associado à repetição e à introspecção, e “mandacaru”, símbolo da paisagem nordestina e da resistência. A capa, de Gabriel Barretto, também dialoga com esse universo ao apresentar Luno diante de um portão cercado por cactos, em uma paisagem noturna que mistura sertão, mistério e psicodelia.
“É uma evolução, não uma ruptura: o mesmo universo artístico, agora mais amplo, orgânico e conectado às minhas raízes”, define Luno.
Mantracaru está disponível nas plataformas digitais.


