Se hoje Laura Dupont veste a camisa da Seleção Brasileira Sub-17, parte dessa história tem origem dentro de casa. Sua maior inspiração no futebol é o pai, Darci Dupont, que jogou profissionalmente no futebol de Mato Grosso e teve passagem pelo Atlético Mineiro. Durante a entrevista à CBFTV, Laura contou que começou a gostar de futebol observando o pai e acompanhando os irmãos.
“Foi por causa do meu pai, que jogava futebol profissionalmente. Meus irmãos também começaram a jogar. Tenho um irmão mais velho que já jogava, e meu pai o colocou em uma escolinha de futebol. Eu comecei a gostar também, e ele me colocou para treinar junto com meu outro irmão”, conta.
Aos sete anos, Laura começou a jogar futsal em Realeza, no interior do Paraná, onde nasceu. Na escolinha, era a única menina entre os meninos. Anos depois, o caminho percorrido por diferentes cidades a levaria à base do Internacional e, agora, à Seleção Brasileira.
“Eu jogava mais com os meninos, porque não tinha muitas meninas jogando. Na verdade, eu jogava com eles em todos os lugares, tanto no colégio quanto na rua”, lembra.
Início do sonho – Em sua cidade natal, as oportunidades para o futebol feminino eram poucas. Para continuar competindo, precisou buscar alternativas fora de Realeza. Primeiro, foi jogar em Dois Vizinhos, município próximo. Depois Laura foi vista por uma professora de Guaraciaba, em Santa Catarina, foi convidada para jogar na equipe da cidade. Depois de ser indicada para uma avaliação no Internacional, ela fez o teste e foi aprovada aos 13 anos. Desde então é atleta do clube gaúcho.
A chegada ao Inter marcou uma virada na trajetória. Depois de anos jogando futsal e buscando competições em cidades vizinhas, Laura passou teve que adaptar ao campo, uma nova rotina e a distância da família.
A família permaneceu no Paraná, enquanto Laura passou a morar em Porto Alegre. São cerca de 14 horas de ônibus ou dez de carro entre as duas cidades. Mesmo assim, os familiares tentam acompanhar os jogos.
“Minha família sempre me apoiou. É longe para eles irem assistir aos jogos, mas, quando tem uma partida mais importante, eles sempre tentam ir”, diz.
Seleção Brasileira – A primeira convocação veio aos 14 anos para um período de treinamentos em Sorocaba com a Seleção Brasileira Feminina Sub-15. Mas o período de preparação da Seleção Brasileira Sub-17 na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), foi um divisor de águas em sua trajetória. Foram dias de dedicação para estar na lista final da treinadora Rilany Silva para sua primeira Copa do Mundo.
“Eu estava ansiosa. Se for olhar desde meu começo, jamais imaginaria que estaria nunca Copa do Mundo. Mas tinha dado o máximo e que era possível. Liguei para os meus pais por chamada de vídeo e disse ‘falei que ia dar certo”, relembra.
Laura e suas companheiras seguem se preparando para dar mais um passo nessa trajetória. A Seleção Brasileira Feminina Sub-17 estreia na Copa do Mundo da categoria no domingo (18), diante do Canadá, às 12h (horário local) e 8h (horário de Brasília), no Women’s Football Complex, em Salé, no Marrocos. A partida abre a campanha do Brasil no Grupo C, que também tem Gana e Noruega.

