Levantamento do Dieese aponta que as mudanças devem beneficiar 26,8 milhões de trabalhadores
O Senado aprovou, na quarta-feira (14), a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de trabalho 6×1, seis dias trabalhados para um de descanso. Com a mudança, o trabalhador passa a ter dois dias de folga por semana a cada cinco dias trabalhados, sem redução de salário.
O texto prevê ainda a queda da carga horária máxima semanal de 44 para 40 horas. A PEC segue agora para promulgação pelo Congresso Nacional.
Levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que as mudanças devem beneficiar 26,8 milhões de trabalhadores.
Desse total, 22 milhões são formais, o equivalente a 54% dos empregados com carteira assinada, e cerca de 4,8 milhões são informais que atualmente cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais. Os dados têm como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) referente a 2025.
De acordo com o texto aprovado, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional as empresas já deverão garantir a escala 5×2 e a redução da jornada de 44 para 42 horas semanais.
Caso a PEC seja promulgada ainda em outubro, essas regras entrariam em vigor ainda em dezembro de 2026.
Doze meses após essa primeira redução, a jornada cai para 40 horas semanais. A transição completa, portanto, levará 14 meses.
Uma conquista muito importante para o trabalhador celetista.

