A deputada Estadual reeleita, Kitty Lima (PSB), usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) para demostrar seu repúdio, sua indignação e sua revolta com as falas da Deputada Estadual eleita por São Paulo, Eduarda Campopiano, ao questionar a própria existência do feminicídio e afirmar que os animais possuem uma vida de menor valor do que os seres humanos.
Em seu primeiro argumento, Kitty pontuou que as mulheres precisam e devem ocupar os espaços de poder. “A deputada Eduarda Campopiano questionou a existência do feminicídio. Eu não estou entendendo em que mundo a gente está. A gente torce tanto para que mulheres ocupem seus espaços e quando chega lá, presta um desserviço desse. Ela como mulher questionar se existe feminicídio”.
Logo em seguida, a parlamentar foi categórica ao dizer que abomina postura da deputada. “O feminicídio não é uma invenção ideológica. É uma realidade reconhecida pela legislação brasileira. A Lei Federal nº 14.994, de 2024, tornou esse crime autônomo, com pena de 20 a 40 anos de reclusão. E enquanto algumas pessoas questionam sua existência, mulheres continuam sendo assassinadas. É preciso compreender que ninguém precisa se declarar feminista para reconhecer o feminicídio. O enfrentamento à violência contra a mulher não deveria depender de uma identidade ideológica, mas de um compromisso mínimo com os fatos, com a justiça e com a vida”.
Endossando também seu discurso, a deputada citou alguns casos recentes de feminicídio aqui Sergipe. “Aqui em Sergipe, no último dia 8 de outubro, uma mulher foi morta a facadas em Graccho Cardoso, em um caso investigado como possível feminicídio. Em setembro, outra mulher foi assassinada em Estância, tendo seu companheiro sido apontado como suspeito. E, somente neste mês de outubro, tivemos registros de tentativas de feminicídio em Japaratuba e Carira. Essas mulheres não são personagens de uma disputa ideológica, são vidas, são famílias, são histórias brutalmente interrompidas ou marcadas pela violência. E que mensagem transmitimos a essas famílias quando uma representante eleita questiona a existência da violência que destruiu suas vidas?”.
Por fim, a deputada fez um contraponto entre democracia e liberdade de expressão. “A Constituição Federal, em seu artigo 225, proíbe expressamente a crueldade contra os animais. Portanto, não estamos falando apenas de uma convicção pessoal, mas de um dever constitucional. A democracia garante a todos o direito de expressar opiniões, porém a liberdade de expressão não significa ausência de responsabilidade, sobretudo quando falamos de alguém que se prepara para ocupar uma cadeira no Parlamento. Uma votação expressiva não transforma opiniões em verdades incontestáveis”.
Deputada repudia fala de deputada por SP e diz que está indignada

