Operação prende quatro pessoas e revela esquema de revenda de veículos roubados em Sergipe

VIATURAS POLICIAIS NA OPERAÇÃO (Divulgação/SSP)
A Polícia Civil de Sergipe deflagrou a Operação Negócio Desfeito, em ação integrada pelas delegacias de Ribeirópolis, Campo do Brito, Itabaiana e Nossa Senhora da Glória. A operação investiga um grupo criminoso envolvido em roubos de veículos, adulteração de sinais identificadores e comercialização irregular, e resultou no cumprimento de cinco mandados de prisão e sete de busca e apreensão.
De acordo com o delegado Cláudio Feitosa, o grupo atuava com divisão de funções. O responsável pela coordenação determinava os roubos, enquanto outros integrantes executavam as ações mediante pagamento de valores que variavam conforme o veículo: R$ 1 mil por carro e R$ 1,5 mil por motocicleta de maior potência.
Após os roubos, os veículos eram entregues ao responsável pela organização, que os encaminhava a outro integrante, em Campo do Brito, encarregado de adulterar os sinais identificadores. Segundo o delegado, a adulteração fazia com que os veículos aparentassem estar regulares, permitindo que fossem revendidos no mercado como se tivessem procedência legal.
Adulteração – As irregularidades podiam ser descobertas posteriormente, durante fiscalizações policiais ou quando os compradores tentavam transferir os veículos para seus nomes ou regularizar o licenciamento. Em alguns casos, os próprios compradores descobriam que os bens pertenciam a terceiros ou que não poderiam ser regularizados.
As investigações apontam que o grupo atuava nos municípios de Ribeirópolis, Campo do Brito, Nossa Senhora da Glória, Feira Nova e Itabaiana. Ao todo, sete pessoas são apontadas como envolvidas no esquema criminoso.
Durante a operação, três investigados foram presos em Ribeirópolis. Outro alvo reagiu à abordagem policial e morreu em decorrência dos ferimentos. Já o quinto investigado, que estava foragido, foi apresentado às autoridades por seu advogado nessa quinta-feira (29).
Segundo o delegado Cláudio Feitosa, a análise dos materiais apreendidos, especialmente dos dados de aparelhos celulares, poderá contribuir para esclarecer a atuação dos envolvidos e identificar outros possíveis integrantes do grupo. A investigação prossegue até a conclusão do inquérito policial e o encaminhamento dos elementos reunidos à Justiça para as providências cabíveis.
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